domingo, 20 de fevereiro de 2011

dor




Consegue-se aqui localizar a dor esmagadora? Não lhe toldo a razão de não conseguir tal êxito. Não havemos de dimensionar o tamanho do sofrimento dos que ali, debaixo estão.

Acredito que para os que lá estão, é um pesadelo interminável...

Faz-me agora lembrar, de uma das intermináveis noticias que naquele dia, adentravam a nossa sala. Não recordo no momento datas, horários e nem nomes, mas era mais ou menos assim:


“Um homem acabava de chegar à rodoviária, quando abordado por um dos bravos bombeiros que lá estavam e comunicado de que seria levado há um lugar seguro, não se permitiu tal situação, e por um ato de coragem resolveu com o bombeiro seguir. Ajudando os que mais necessitavam, passou dias. Quando por fim teve noticia da família, descobriu que depois de tantas vidas que ajudará a socorrer, sua mulher e seu pequeno filho, haviam perdido a vida, ceifada debaixo da terra.
Naquele momento não permitiu que a dor avassalasse seu coração, pois ainda havia mais pessoas a pedirem por socorro. Até que quando localizou a sua moradia, ou o que restava dela, pisou os escombros e com um pedaço de pau, ele revirava os montes e de lá achou os pedaços de um ultimo urso de pelúcia que restou, o brinquedo que seu filho de três anos nunca se separava.
Nada poderia descrever nesse momento a dor estampada no rosto do pai, ao juntar da casa e da família ali perdida, os últimos pedaços. Esse então grudou firmemente aquele pequeno pano e ali desabou a chorar...”


Fazem-nos pensar, em quão relativas às dores que no dia a dia nos assolam, comparada com os pais que a tanto sofrem? Não nos poderíamos deixar que tal dor como esta, seja classificada de diminutiva.


Um comentário:

Eu, a Vanessa Marques disse...

dramático msm

mas é preciso saber desses casos para reclamar menos e dar mais valor à vida!

bju pra vc e um ótimo fim de semana
http://qrolecionar.blogspot.com

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