quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Agradecer...

Quero agradecer, a todos que carinhosamente gastaram um tempinho do seu dia para me desejar feliz aniversario, foi um dia muito feliz, assim como procuro ser feliz a cada dia, mais um ano é uma vitória, um merecimento de Deus para minha vida!
Aos que ligaram...
Aos que esqueceram...
Aos que ligaram de longe...
Aos que fingiram que esqueceram...
Aos que estavam on line...
Aos que mandaram mensagens virtuais...
Aos que não puderam estar por perto...
Aos que não puderam estar on line...
Espero sinceramente que Deus retribua em dobro tudo o que me desejaram! Sou uma pessoa feliz, sou uma pessoa que busca a felicidade... Pois tenho sempre pessoas maravilhosas que me cercam... Uns perto... Uns longe... Uns bem longe... Outros mais longe ainda... Não importa a distancia, não importa as traquinagens, não importa as maledicências, não importa as diferenças. Isso é um presentão de Deus para minha vida... 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Mazelas da sociedade






Seguimos pela seguinte linha de raciocínio, nossos governos tem que garantir: Saúde, Educação e Segurança, Esgoto, Moradia...
Certo? Certo.

A classe média brasileira cresceu, o poder aquisitivo aumentou. Diga-se que até a metade da década se extinguira a classe E. Será?

Mas continuemos o raciocínio.

Isso tudo que ele deveria garantir, é uma luta diária contra a corrupção que assola o nosso país, e como é direito e luta de todos, TODOS devem lutar ininterruptamente.

 Mas voltamos a classe média, assim que consegue pagar um plano de saúde, dos mais picaretas e ruins, não usa mais o SUS, ( faço aqui uma observação: para conseguir uma consulta com um convenio em algumas especialidades demora até trinta dias, claro se o pagamento da consulta for a vista, agenda-se para a mesma hora...). SUS agora é coisa de pobre. Ou seja, a luta pela Saúde já era! Grandes mentecaptos os portadores desse pensamento.

Assim que pagam um guardinha de rua. Segurança não é mais prioridade, e a luta já não entra na peça principal, afinal “o meu já está protegido”, ao invés de reclamar da falta de policiamento, aumento da criminalidade...

Assim que matricula o filho em escola particular... Para que a abertura de mais vagas? Para que pais posando em filas para conseguirem vagas nas escolas?

Afinal assim que paga um plano de saúde, que paga uma escola, que paga um segurança, ela sai da luta de classe, do seu lugar...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

quando eu era criança


  Quando eu era criança não tinha play 1, 2 ou 3, não tínhamos Iphone, iPad, DSI, Xbox, (na verdade não entendo a função de cada um até hoje...), não tínhamos celular, brinquedos eletrônicos, internet, entre outros.
Eu brincava na rua, de esconde-esconde, passeio no campo, verdade ou conseqüência, pega-pega, de bola, fechava a rua com uma rede de vôlei e os motoristas compartilhavam. Há, tinha o patins, fazíamos carreatas pela rua, andávamos de trenzinho na descida e lá caíamos e rolávamos pelo chão, esfolamos joelhos, quebramos braços, destroncávamos os pés, era uma vitória as cicatrizes enormes nas pernas.
Minha mãe não me ligava, apenas gritava: TÁ NA HORA, PRA DENTRO!
Me sujava bastante, tomava banho na chuva e não usava sabonete antibacteriano. Na escola tínhamos apelidos, apelidávamos e nada era “bullying”. Que infância boa!!!

(inspirado num texto que li na internet... não lembro a fonte)                                                     

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

11 de setembro


Muito se falou em 11 de setembro nos últimos dias, especialmente em um fim de semana desses, como naquele dia, um dia qualquer onde ninguém imaginava que algo terrível acontecesse.
Confiança? Nunca mais e ouvir falar naquele país.
Tolerância? Perdeu-se entre os corpos e escombros.
Vidas? Muitas e muitas, ceifadas em Nova York e Afeganistão, no Iraque.
Liberdade? Um dos maiores bens que as sociedades foram adquirindo, perdeu-se totalmente, a noção de liberdade dos indivíduos, já não se tem mais.
Paranóia? A América ganhou, estreladas em cada canto, um elemento constante.
Imagem? Fica agora depois de tantos anos, a imagem patética de Bush numa escola infantil recebendo a notícia.
Som? Ficam as vozes, nas caixas pretas, de heróis dentro de aviões tentando evitar o pior.
Voz? As várias ligações de pais, mães e filhos, na despedida final.
Força? Existe em cada família que teve que se reestruturar.
Mártires? Bombeiros que subiram os degraus sem ter ideia do que viria pela frente, mas perderam e salvaram vidas.
Ficção? As leituras da mídia que ainda estão por vir, após cicatrizarem as feridas, minutos a minutos serão retratados.
Tempo? Mudanças de hábitos, ou tomadas de decisões em segundos que fizeram a diferença.
Loucura? Seqüestradores que passaram meses e meses planejando.
Lembrança? Inúmeras, por toda a vida.
O que faz a data tão marcante? Os vários desdobramentos que ela tem: o lamento dos filhos e pais; heróis anônimos; pessoas que caíam pela janela. A história de sobreviventes, que por segundos não subiram os degraus, ou que foram arrastados por mãos abençoadas para fora, que mesmo com corpos ensangüentados não sucumbiram ao desespero e a dor e estão vivos, os que não morrerem mesmo quando todo o prédio veio abaixo. 

Para finalizar esse texto, sem concluir nada, quero apenas expressar uma constatação: “só se acabarão os gritos, dores, lamentações, quando resgatarmos novamente os valores esquecidos.”

sábado, 17 de setembro de 2011

Trecos


Trecos,
Trecos. Devemos chamar assim nossas embalagens que vem nos supermercados, talvez a loucura já tenha começado com as fitas. Essa foi a invenção da “roda”, os pacotes vinham cada vez mais embrulhados e coloridos, deleite para os olhos e alegria de nossos paladares. Mas a partir daí facas cada vez mais afiadas tiveram que entrar em ação e com tal precisão cirúrgica que tivemos que aprender de novo a coordenação motora fina, abandonada pelas escolas há alguns anos. Fora aquelas que só esticam, esticam... e nunca se rasgam. Talvez os últimos precisem de machadinhas e facões.
Então passamos das caixas de cereais, pacotes de salgadinhos, agora até algumas marcas de bombons estão complicando, quando antes você segurava nas extremidades e via o desenrolar desconcertante de um belo bombom, agora vem tal lacrado, tão unido as extremidades de sua embalagem que só o que vimos é  água na boca escorrendo.
E remédio então, esse nem se fala, há a conta gotas onde você fica horas e horas esperando as gotinhas caírem, mas elas insistem em ficarem dentro dele, esses dias até agulha introduzi no frasco para facilitar o seu uso. Com o passar do tempo eles foram ficando cada vez mais resistentes, imperceptível aos nossos olhos, tudo para evitar que crianças abrissem, mas talvez só eles tenham paciência par desvendar seus mistérios.
Há... mas também tem as instruções, mas são tantas as informações , que elas vem em minúsculas letras. 
E os pacotinhos de “rasguem aqui”, na verdade eles nunca rasgam, ou rasgam demais provocando um enorme desperdício do seu conteúdo, pois eles vem reforçados justamente no lugar de abrir.
As vezes as tampas, vem acompanhada de um exercício de aeróbica dos dedos, aperte no centro e gire, depois gire ao contrario para o sentido anti horário, depois volte,... Nenhum exercício aeróbico será necessariamente suficiente para revelar o seu conteúdo.
Talvez seja lei do capital, do consumismo exacerbado, ou ficamos medíocres, mas a verdade que essa relação de compra e venda, produzem e produzem cada vez mais produtos, e não nos deixam usá-los.
Seja pacotes de salgadinhos, caixas de leite, caixas de cereais, e muitos e muitos produtos, são potentes demais para seres humanos, maravilhosos demais em suas embalagens e cores gritantes, que simplesmente se tornam trecos obsoletos.  

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Charles Chaplin


A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. 

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?




fonte: http://www.casadobruxo.com.br/ilustres/chaplin4.htm

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

....


Me encerro e me permito divagar em pensamentos, divagações, fantasias, invento e reinvento, nunca deixei de ser criança, nunca deixei de falar e fazer bobagens, mas as vezes a história se reverte, e tenho que por pedras em meus bolsos e encarar as ventanias. Não facilito com a palavra amor, mas nunca deixo de amar. 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Férias


É um prazer não ter dever para cumprir,
Horário a estabelecer,
Ter um ou mais livros para ler...
Não o fazer...
Ou o fazer...
Almoço com paciência.
Gula com parcimônia.
O sol a dourar a pele...
Dormir ou não...
 Mas um dia acaba...

domingo, 24 de julho de 2011

Marcas

O tempo, palavras proferidas, palavras ouvidas, são por vezes duras e implacáveis...difíceis de digeri-las... difíceis de esgotar na mente as reviravoltas que as fazem refletir...Eles juntos fazem os mais belos do mundo cair aos seus pés e percebemos que o que era mais sólido, é um monte de cascalhos rolando, sem imaginarmos o seu fim...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Cartas

Entre email, msn, orkut, face book, e vários outros meios de comunicação moderna...hoje ao ligar o computador e ver a caixa de entrada, olho para o lado e vejo uma carta sobre a mesa do computador. Ainda recebo cartas, do outro lado do mundo, e não eram propagandas, encomendas da internet não, era carta de amiga... tá confesso era impressa do computador, mas as palavras atrás da foto eram a caneta... Ainda persistem os velhos modos de comunicação. 

terça-feira, 19 de julho de 2011

Meninos





Numa dança de menino que o sol ensaiou.
Sonham com a nova travessura.
Furam a chuteira nova. Sujam a roupa no varal. Quebram a vidraça. Se lambuzam com o creme, tomam banho de sorvete, comem macarrão com as mãos, fazem biquinhos para as uvas, fazem caretas para remédios, correm para o nada e alcançam o tudo.
Extravasam-se em risadas altas e sonoras, assistem dez vezes ao filme, contam histórias intermináveis...
Meninos travessos e arredios...
Se queres ser feliz não deixe de ser menino...
Antes do menino homem chegar...

domingo, 10 de julho de 2011

Será que o chicote já foi pendurado?


Reflita comigo. Nós brasileiros esquecemos muito rápido os fatos que ocorrem, é só a mídia jogar uma enxurrada de novas informações que esquecemos rapidamente até o que comemos no café da manhã.
Seguindo essa linha de raciocínio a não muito tempo atrás o Brasil se libertava das amarras da escravidão, basta lembrar que foi um dos últimos e que temos a ciência de que essa “libertação” se deu mais pela nova estrutura do capital do que por direitos humanos.
Daí então nunca mais, falamos em escravidão. Porque temos a concepção de que escravos são os que vieram a tempos atrás para trabalhar, e dormiam em senzalas, mas que trouxeram variedades de danças, cantos, comidas, que ajudaram a construir a nossa cultura, e que apesar de tudo suas vestes eram bonitas, sorriam, serviam com alegria os seus senhores, assim como nos ensinaram na escola e como mostra os livros didáticos. Estavam fadados a serem escravos, como se realmente nascessem para isso, quando mostra a dor e o sofrimento era uma ou outra figura (me lembro até hoje de reproduzir em uma folha de cartolina um homem escravo amarrado ao pau de sebo, e sendo açoitado por outro... recebi um parabéns da professora, fiquei feliz, mas ainda não entendia nada o que estava por trás desta figura... quanta ignorância)
Mas será que os chicotes foram realmente pendurados ou ainda estão aí, açoitando cidadãos? Em plena “chamada era da modernidade”, em pleno século XXI?
Como é possível, termos vergonha do país onde residimos, ter usado o trabalho escravo e o que é pior o tráfico de pessoas?
Lembraremos então daqueles trabalhadores, que assim que pegam no seu instrumento de trabalho, já estão devendo para os detentores das terras, uma dívida impagável, que os aflige, fazem de seus olhos brotarem lágrimas de dor, mas tendo que sustentar seus filhos trabalha 12 ou 13 horas por dia. Lembraremos dos filhos, que antes de pegarem num lápis, já estão nas minas de carvão, quebrando pedras, colhendo laranjas, entre outros serviços brutais que decepam suas infância e muitas vezes as suas vidas.
Por que então não acaba, cabe a nós, perguntar aos grandes latifundiários, aos grandes detentores de terra por que não? Mas temos a resposta, porque sem “eles”, os escravos, quais serão as bases de suas riquezas?
É possível, que com a nossa memória curta, não nos demos conta de que a escravidão cresce a passos largos bem debaixo de nossos narizes, e o quanto é crime e doloroso para suas vítimas, algo indolor para nós. A escravidão é, infelizmente, uma característica principal do Brasil.  

domingo, 12 de junho de 2011

MAEEEE


Mãe, que em seu coração habita a ternura e o amor. Mãe carinhosa e dengosa. Minha mãe, minha amiga do coração. Minha mãe lutadora e companheira, mãe mestra, mãe educadora, mãe que sorri, mãe que chora.


Sempre postei aqui homenagens alegres a minha família e entre elas a minha mãe, talvez para que todos saibam ou talvez somente para deixar gravado o quanto eu os amo, o quanto amarei, e o quanto são essenciais e minha vida.
Minha mãe sempre esteve entre elas, com um sorriso largo, uma risada solta, e lágrimas somente de alegria e emoção.  Mas por esses últimos dias a pessoa em que me inspirava mais força, também sucumbiu à moléstia da dor. Juro aqui nessas palavras que a nunca ouvi sofrer tanto, doía a ouvir chamar o meu nome através de sussurros de dor, e eu ali impotente... Sem nada para fazer, apenas enxugava as lágrimas do seu rosto e segurava seu corpo inerte quando o mesmo desfalecia. Mas a minha fé repousa em Deus, e sei que Ele providenciará! 

sábado, 4 de junho de 2011

NOna


              Nona então, uma mulher sábia, como há muito não se há visto por essas bandas...
         Uma mulher sábia, que faz suas leituras diárias, leitura de vida nas pessoas que a cercam, nas pessoas que cercam o seu portão...
             Leitura espiritual nas entrelinhas das orações, nas falas dos enviados por Deus...
            Leitura televisiva, nas notícias que abalam os telespectadores, deixando-os a mercê do que a mídia prega, não dosando as suas palavras, fazem até os mais sábios, porém com o coração mais ingênuo, mudarem seus comportamentos.
          Nona então uma mulher sábia, mudou sua rotina numa manhã, ao ouvir pela televisão que as notas de vinte reais teriam que ser trocadas e não entendendo realmente o porquê, saiu.
         Saiu até a esquina de casa, mesmo que suas pernas por vezes não obedeciam ao comando do cérebro, mesmo assim saiu, no intuito de trocar as notas de vinte reais.
            Ao voltar, aquela mulher sábia, caiu na armadilha do destino, quisera ele ser tão cruel?
          Onde há tantos passos ela guiou, em seus próprios passos tropeçou, e desse resultou uma queda inevitável, seus ossos há tanto tempo frágeis, não suportou mais o peso daquela mulher com tanta sabedoria em suas costas...
Nona desabou...
Foi ao chão...
              Imediatamente foi socorrida, mas o pior já tinha acontecido... O osso se rompeu.
           Nona então uma mulher sábia, onde seus próprios passos e pensamentos a guiarem pela vida se deixou levar pelas mãos manipuladora da mídia e com o corpo em frangalhos ao hospital permanece.
              Nona uma mulher sábia, sabe onde repousa a sua força, sabe mais do que ninguém ser forte, enquanto estamos com o coração nas mãos, ela nos sorri e diz estar tudo bem, acreditamos então, e rezamos para que sua recuperação seja breve, e que Deus abençoe as mãos de quem nesse momento, a trás de volta em seu ritmo habitual...

sábado, 14 de maio de 2011

Dói


Ouço seus passos firmes e fortes. Mas agora onde estarão eles? Se nem o rugido das tábuas soltas, não se ouve mais. Não se ouve mais aquela voz firme, mas sim a voz de medo de que a deixemos sozinha ou que estamos a enganando, com os desatinos de uma doença que prega peças terríveis em sua cabeça, memórias que vão aos poucos sendo apagadas, ou que de repente somem e a deixam sozinha sem ponto de referencia de lugar nenhum.  

O coração bate, mas e as lembranças, saudades, a história de sua vida, onde estarão elas? Memórias que jamais serão resgatadas? Memórias perdidas e doídas como lanças de facas no vazio e desvarios de uma doença que há tantos nos assustam, mas que não queríamos que chegasse...

Chegou tão depressa, mas há tempos ouvimos o seu sinal, mas como um trem que sentimos a sua fumaça de longe e que não queremos nunca ir ao seu encontro, assim a tratamos. Mas enfim ela chegou e bateu a nossa porta. Nossos corações apertados tentam resgatar as forças a esperança de que nada de mais seja, porém temos a clareza, de que o caminho será longo...

Pedimos a Deus então a força para que não desanimasse, pois o tempo passou agora as coisas se tornarão mais difíceis, e que a nossa Vozinha, da qual tantas vezes seguramos a sua mão e sentimos ali uma presença forte, da qual pedíamos conselhos, refugiamos em seu colo quando nos sentíamos acuados, pedindo a sua proteção e acalento... 

Hoje nos deixa claro que os papéis se inverteram... 

Hoje somos nós que temos que a entender, ouvir, calar, sorrir, acarinhar, segurar sobre nosso colo, 

e amar ainda mais e mais...

domingo, 8 de maio de 2011

MÃE!!!!!!!!!!!!!!


Mãe!
Sabe mãe ainda estávamos em sua barriga e já sentíamos amados...
E através das batidas do seu coração acalentávamos os seus sonhos e suas emoções...
Sabe mãe, para nos fazer feliz você precisa somente sorrir...
Sabe mãe o melhor presente que ganhamos na vida, foi você...

Mãe, o espelho nos revela que o tempo da aquarela já passou, e que não possamos mais voltar atrás, não possamos ser mais aquelas crianças que um dia nos ensinou a andar, a falar, e a pedir e conseguir o impossível...
Somos a sua continuação,
Nosso amor se liga na eternidade
Não somos amados por sermos bons, e sim somos bons por sermos amados, e devemos isso a você...
Talvez em nossos pensamentos nunca imaginássemos que pudéssemos amar tanto alguém, e que esse alguém nos faria tão fortes, tão felizes, tão completos em nossa família e nem que esse laço que nos une seria tão eterno...
Temos somente de agradecer a Deus, por ter nos dado alguém tão frágil e forte ao mesmo tempo...
Obrigada mãe pelo sublime destino que percorreu: o de ser mãe... Para essas pequenas criaturas imperfeitas de Deus...
Com amor: Tathi, Cindy e Rony

domingo, 17 de abril de 2011

Meus Avós


Quando eu era pequena...



Eles gastavam horas me ensinando a comer na mesa e não sujar a toalha...
Ensinando-me a vestir, amarrar os cadarços, fechar os olhos e ouvir boas histórias...
Limpando-me ou lavando as minhas vestes quando me sujava lavar o rosto, pentear os cabelos, usar adequadamente o pano de prato com motivos de flores pintados...
Ensinando-me os valores, em volta do fogão, ouvindo o fogo, o crepitar da lenha, o chiado dos gatos, o mugido do gado, a polenta estalando na chapa, a nata gorda sobre o pão, os tecidos sobre a mesa, pronto a serem transformados... Ensinando-me os valores humanos...

Por isso...

Agora que estão velhinhos... Não me importa...
Ver as vestes sujas ou desabotoadas...
Um calçado de cada par...
Esperar a resposta que às vezes demorar a vir...
Ouvir repetidamente as mesmas histórias...
Rir com eles das coisas mais bobas e insignificantes...
Ouvir, o que para muitos é um absurdo, mas entender as palavras como se fossem proferidas por gênios...
Segurar as suas mãos mesmo quando a tremedeira nos demonstrar que já não estão tão firmes...
Quando as suas mãos tremem ao pentear os cabelos e o nó do laço não ser firme...
Quando não conseguirem mais se equilibrar ou caminhar direito...

É estamos crescendo e eles envelhecendo...
Mas basta a nossa paciência, a nossa eloqüência, nossa generosidade, nossa retribuição, nosso afeto...

Para que o coração deles fique aquecido, basta o nosso amor, nossa mão firme ao seu lado, da mesma forma que um dia nos seguraram quando criança.

Fiquemos perto deles, assim como estiveram perto de nós em nossas vidas, torcendo, vibrando e sofrendo...

domingo, 3 de abril de 2011

Big Brother Brasil. LEIAM



Quem sabe possamos tirar algum proveito desta literatura de cordel?
Helio

> Curtir o Pedro Bial
> E sentir tanta alegria
> É sinal de que você
> O mau-gosto aprecia
> Dá valor ao que é banal
> É preguiçoso mental
> E adora baixaria.
>
> Há muito tempo não vejo
> Um programa tão fuleiro
> Produzido pela Globo
> Visando Ibope e dinheiro
> Que além de alienar
> Vai por certo atrofiar
> A mente do brasileiro.
>
> Me refiro ao brasileiro
> Que está em formação
> E precisa evoluir
> Através da Educação
> Mas se torna um refém
> Iletrado, zé-ninguém
> Um escravo da ilusão.
>
> Em frente à televisão
> Lá está toda a família
> Longe da realidade
> Onde a bobagem fervilha
> Não sabendo essa gente
> Desprovida e inocente
> Desta enorme armadilha.
>
> Cuidado, Pedro Bial
> Chega de esculhambação
> Respeite o trabalhador
> Dessa sofrida Nação
> Deixe de chamar de heróis
> Essas girls e esses boys
> Que têm cara de bundão.
>
> O seu pai e a sua mãe,
> Querido Pedro Bial,
> São verdadeiros heróis
> E merecem nosso aval
> Pois tiveram que lutar
> Pra manter e te educar
> Com esforço especial.
>
> Muitos já se sentem mal
> Com seu discurso vazio.
> Pessoas inteligentes
> Se enchem de calafrio
> Porque quando você fala
> A sua palavra é bala
> A ferir o nosso brio.
>
> Um país como Brasil
> Carente de educação
> Precisa de gente grande
> Para dar boa lição
> Mas você na rede Globo
> Faz esse papel de bobo
> Enganando a Nação.
>
> Respeite, Pedro Bienal
> Nosso povo brasileiro
> Que acorda de madrugada
> E trabalha o dia inteiro
> Dar muito duro, anda rouco
> Paga impostos, ganha pouco:
> Povo HERÓI, povo guerreiro.
>
> Enquanto a sociedade
> Neste momento atual
> Se preocupa com a crise
> Econômica e social
> Você precisa entender
> Que queremos aprender
> Algo sério - não banal.
>
> Esse programa da Globo
> Vem nos mostrar sem engano
> Que tudo que ali ocorre
> Parece um zoológico humano
> Onde impera a esperteza
> A malandragem, a baixeza:
> Um cenário sub-humano.
>
> A moral e a inteligência
> Não são mais valorizadas.
> Os heróis protagonizam
> Um mundo de palhaçadas
> Sem critério e sem ética
> Em que vaidade e estética
> São muito mais que louvadas.
>
> Não se vê força poética
> Nem projeto educativo.
> Um mar de vulgaridade
> Já tornou-se imperativo.
> O que se vê realmente
> É um programa deprimente
> Sem nenhum objetivo.
>
> Talvez haja objetivo
> professor, Pedro Bial
> O que vocês tão querendo
> É injetar o banal
> Deseducando o Brasil
> Nesse Big Brother vil
> De lavagem cerebral.
>
> Isso é um desserviço
> Mal exemplo à juventude
> Que precisa de esperança
> Educação e atitude
> Porém a mediocridade
> Unida à banalidade
> Faz com que ninguém estude.
>
> É grande o constrangimento
> De pessoas confinadas
> Num espaço luxuoso
> Curtindo todas baladas:
> Corpos belos na piscina
> A gastar adrenalina:
> Nesse mar de palhaçadas.
>
> Se a intenção da Globo
> É de nos emburrecer
> Deixando o povo demente
> Refém do seu poder:
> Pois saiba que a exceção
> (Amantes da educação)
> Vai contestar a valer.
>
> A você, Pedro Bial
> Um mercador da ilusão
> Junto a poderosa Globo
> Que conduz nossa Nação
> Eu lhe peço esse favor:
> Reflita no seu labor
> E escute seu coração.
>
> E vocês caros irmãos
> Que estão nessa cegueira
> Não façam mais ligações
> Apoiando essa besteira.
> Não deem sua grana à Globo
> Isso é papel de bobo:
> Fujam dessa baboseira.
>
> E quando chegar ao fim
> Desse Big Brother vil
> Que em nada contribui
> Para o povo varonil
> Ninguém vai sentir saudade:
> Quem lucra é a sociedade
> Do nosso querido Brasil.
>
> E saiba, caro leitor
> Que nós somos os culpados
> Porque sai do nosso bolso
> Esses milhões desejados
> Que são ligações diárias
> Bastante desnecessárias
> Pra esses desocupados.
>
> A loja do BBB
> Vendendo só porcaria
> Enganando muita gente
> Que logo se contagia
> Com tanta futilidade
> Um mar de vulgaridade
> Que nunca terá valia.
>
> Chega de vulgaridade
> E apelo sexual.
> Não somos só futebol,
> baixaria e carnaval.
> Queremos Educação
> E também evolução
> No mundo espiritual.
>
> Cadê a cidadania
> Dos nossos educadores
> Dos alunos, dos políticos
> Poetas, trabalhadores?
> Seremos sempre enganados
> e vamos ficar calados
> diante de enganadores?
>
> Barreto termina assim
> Alertando ao Bial:
> Reveja logo esse equívoco
> Reaja à força do mal.
> Eleve o seu coração
> Tomando uma decisão
> Ou então: siga, animal.
>
> FIM
>
> Autor: Prof. de Língua Portuguesa e Literatura, Antonio Barreto,
> Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.
> Salvador, 20 de fevereiro de 2011

domingo, 20 de março de 2011

homenagem aos noivos...


É... Amigos, o dia chegou e um dia assim tão agraciado por Deus, não poderia deixar de ser homenageado e comemorado... Hoje finalmente a promessa assumida há anos atrás foi cumprida.

Hoje se encerra um capitulo, mais uma linha na história de suas vidas foi escrita, e com letras grafais o amor que há muito os uniram prevaleceu... É o tempo passou, antes era tudo mais fácil, eram heróis de suas próprias vidas, mais fortes, mais velozes, e hoje se tornaram a base, base essa que dá apoio a estrutura da família. Pois o tempo passa, as estrelas perdem seu brilho, mas é a família, é a família que ainda permanece....

Então a você Mulher, Filha, Esposa, Mãe, Irmã e Amiga, nossos eternos votos de felicidade, pois sua delicadeza conquista a todos, teve a graça de Deus de carregar em seu ventre um amor pueril, um amor que muitos nem pode imaginar, um amor que é capaz de gerar vidas... É a moça da cantiga, é a mulher da criação, e é nesse momento a heroína do amor!

Então a você homem, filho, esposo, pai, irmão e amigo, nossas felicidades também, dono de seus ideais, sonhador insaciável, é... Fique orgulhoso que como pai, é considerado o principal se não o único herói de dois meninos, meninos esses que acordam com um sorriso brincando nos olhos, que agarram um raio de sol e fazem com ele festa, dessas duas crianças tão amadas por todos..., tão pequenos em sua forma, mas que emanam grandes carinhos.

Um homem e uma mulher...
Que pode eles querer se não amar?
Amar, amar em todas as conjunções verbais...
Ela a rosa
Ele o cravo,
Ela na sua delicadeza
Ele no seu furor,
Ela o perfume doce,
Ele o pé sujo sobre a cama,
Ela é o começo da canção,
Ele o rascunho da resposta,
Ela é canção e toda a sua rima,
Ele é a nota da sinfonia.
Ele se perde nas histórias
Ela prefere nem comentar...
Eles formam a vida, a alegria!
Eles se completam,
E se complementam...
E formam a família... Então parabéns por esse dia!




terça-feira, 8 de março de 2011

As mulheres""

As que vivem e principalmente as que sobrevivem
As que são endividadas e as que pagam dividas
As fieis e as infiéis
As certinhas e as loucas
As que recorrem a Deus e as que vão ler Marx...
As que estudam e as que vão “empurrando com a barriga”
As que namoram, aquelas que casam e as que se reproduzem no final.
As que cantam e as que oram
As que filosofam e as que só falam abobrinhas
As que fecham à cara e as que riem de tudo
As que tomam uma rasteira da vida e se levantam com um sorriso
As que tomam porre e dão risada no final
As que brigam e se perdoam
As que deixam um amor e amam novamente
As que viram motorista e as que batem o carro
As que adoram carnaval e as que assistem missa na tv
As que reclamam do valor e as que compram de tudo
As que vivem atribuladas e as que não tem nada para fazer
As que trabalham e nunca tem dinheiro
As que andam de lotação e as que andam de carro importado
As que pensam para falar e as que falam sem medida
As que não se enquadram em nenhuma delas mas mesmo assim são especiais
Principalmente a todas nós... 





by TathiStan

domingo, 27 de fevereiro de 2011

que cantem as crianças


Para cantar crianças, levantar a sua voz,
Faça o mundo ouvir;
Para unir as suas vozes e chegar ao sol;
Aí está a verdade.
Sing que as crianças que vivem em paz
E aqueles que sofrem dores;
Então cantar para aqueles que não podem cantar
Eles têm desligada suas vozes ...
"Eu cantava, a fim de que eu parar de viver."
"Eu cantava para mamãe sorriso".
"Eu cantava que é o céu azul".
"Eu não para mim mar sujo".
"Eu cantava para aqueles que não têm pão".
"Eu cantava a respeitar a flor".
"Eu canto para o mundo, para ser feliz.
"Não ouvi a música para canhão".
Repita parte ...!!!!!!
"Eu cantava que é verde jardim".
"Eu e não me para desligar o sol".
"Eu cantava para que não escrever".
"Eu escrevi sobre os versos de amor".
"Eu cantava para ouvir a minha voz."
"E eu, para ver se eles pensam eu faço".
"Eu quero cantar porque um feliz mundo".
"E vou ouvir, se alguém quer - me".
Repita parte para o final.
Fuente: musica.com
Letra añadida por luisana1








Dispensa mais palavras, as imagens dizem tudo!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

dor




Consegue-se aqui localizar a dor esmagadora? Não lhe toldo a razão de não conseguir tal êxito. Não havemos de dimensionar o tamanho do sofrimento dos que ali, debaixo estão.

Acredito que para os que lá estão, é um pesadelo interminável...

Faz-me agora lembrar, de uma das intermináveis noticias que naquele dia, adentravam a nossa sala. Não recordo no momento datas, horários e nem nomes, mas era mais ou menos assim:


“Um homem acabava de chegar à rodoviária, quando abordado por um dos bravos bombeiros que lá estavam e comunicado de que seria levado há um lugar seguro, não se permitiu tal situação, e por um ato de coragem resolveu com o bombeiro seguir. Ajudando os que mais necessitavam, passou dias. Quando por fim teve noticia da família, descobriu que depois de tantas vidas que ajudará a socorrer, sua mulher e seu pequeno filho, haviam perdido a vida, ceifada debaixo da terra.
Naquele momento não permitiu que a dor avassalasse seu coração, pois ainda havia mais pessoas a pedirem por socorro. Até que quando localizou a sua moradia, ou o que restava dela, pisou os escombros e com um pedaço de pau, ele revirava os montes e de lá achou os pedaços de um ultimo urso de pelúcia que restou, o brinquedo que seu filho de três anos nunca se separava.
Nada poderia descrever nesse momento a dor estampada no rosto do pai, ao juntar da casa e da família ali perdida, os últimos pedaços. Esse então grudou firmemente aquele pequeno pano e ali desabou a chorar...”


Fazem-nos pensar, em quão relativas às dores que no dia a dia nos assolam, comparada com os pais que a tanto sofrem? Não nos poderíamos deixar que tal dor como esta, seja classificada de diminutiva.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

novamente

Chegou um dia um menino, com os dentes amarelos, sorridente, e querendo ser espertalhão.
-Menino, o que queres?
-Quero um pouco mais de paz..
-Menino para que?
-Para dar a essa vida um pouco mais! _Fala bravamente o menino, com o punho cerrado batendo sobre o peito. Como se fosse o super-heroi de histórias em quadrinhos.
-Para dar a essa vida um pouco mais?_Pergunta o afortunado adulto.
-Quero um pouco mais de justiça. Para não haver mais crimes sem punições.
 Quero mais mesas fartas, para aqueles, à quem a barriga, vive em constante sussuro.
Tenho a consciencia de que, alguns se agradam com a idéia, mas não quero mais dormir, a luz das estrelas.
Sou um menino, que dorme, junto com o mundo!_disse ele com veemencia_ Pois durmo agasalhado a sua imagem! Mesmo quando “ele” não é suficiente para me aquecer!
Não quero mais incomodar pessoas, pois quando elas passam por mim, tem que desviar o olhar, para quem sabe o seu coração não doer, e elas não sentirem um nó na garganta...
-Não são palavras muito duras, para um pequeno menino?_interrompeu o adulto.
-Não são não senhor! São apenas palavras, de quem um dia quer ser um super-herói!
Com isso o menino se afastou, e o adulto ficou a observar.
Observar que a roupa daquele menino, com tão pouca idade, que queria ser um super –herói, não passava de pequenos farrapos...que o esconderijo dele, era a rua... que ele dorme junto com o mundo, pois suas cobertas eram jornais, já amarelados, que adquiriu numa aposta...que a mesa farta só existia em seus sonhos...
-E o menino?
O menino continua a proteger os que lá estão...irmãos de solidão...
O menino acabou de dar uma lição, mesmo vivendo a sombra da humanidade, não quer ser o vilão...Quer ser um super-herói, para agradar os que lá estão...


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

MÃE

No reflexo do espelho ela sempre vê algo novo, um pé de galinha, que reza para ser um ovo.
Não perde a sensibilidade, mas não a deixa transparecer, guarda para si as rugas, e as esconde debaixo das “massas corridas”, nem que paguem igual a um crediário interminável os produtos que as ceifam.

Veste-se igual a uma donzela, garanto que se tivesse vivido há séculos atrás, usaria espartilhos e teria damas de honra, perderia os seus pensamentos em lençóis de sedas. Tão grande é a sua ternura e beleza que espanta as mais jovens. Agora aprendeu também a falar sobre moda, virou consultora, nem que seus alvos são suas próprias crias.

É incansável de causar inveja.

Fere-se e solta lagrimas de dor, mesmo que seja sobre criticas inúteis de pessoas vazias, de que nada tem a acrescentar.

Mas é alegre, feliz.

Um sol a brilhar.

O destino quis que eu esbarrasse nela, dou Graças a Deus por isso!...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Espetáculos de marionetes

Do lado esquerdo do palco, ele. Para mais uma noite, mais uma noticia. Estudo, conhecimentos, influencia, poliglota. Vive num mundo cor – de – rosa, (talvez se de conta de algumas cores escuras ao redor), só seu, ilusório para a maioria.

Do lado direito do palco, ficam eles, longe das luzes, das câmeras, do glamour...

Ele, com seu penteado perfeito, terno sobre medida e hálito fresco.

Eles com roupas doadas, números maiores. Calçados? Talvez.

Ouve-se os acordes, e a plaquinha piscando: NO AR.

O palco muda, a platéia se mexe no lugar, inquieta com as cenas do lado direito e atenta as palavras do lado esquerdo.

Ele já as pontuou, com seu apetite voraz de quem quer mais e mais, expor suas marionetes.

(há esqueci-me de dizer, as marionetes é o lado direito do palco)

Muda o tom da voz, expõe o sufoco dentro do personagem que se interpreta para alcançar seu fim. Assume para si, a real fantasia das marionetes. A platéia se mexe e remexe.

Ele então desnuda em palavras a situação das marionetes, e eles cobrem o rosto de vergonha.

Agora sim.

Ingenuidade?

Os grilhões das luxurias, sentem-se acalorados, os mesmos que ataram os tornozelos das marionetes, sentem-se na obrigação de ajudá-los.

Pagamento em espécime pela dor alheia? Eles acham justo. Pagamento pelos lares soterrados? Eles acham justo. Pagamento pelas vidas sufocadas por toneladas de terra? Eles acham justo. Pagamento pelas milhares de crianças, que estampam em seu rosto a tragédia? Eles acham justo. Pagamento pelos olhos esbugalhados dos avós que perderam tudo? Eles acham justo. Pagamento pela inversão de valores, onde os filhos vão e os pais juntam os restos de brinquedos de seus corpos pequenos? Eles acham justo. Pagamentos pelos pais e mães que se foram e deixaram centenas de filhos ao léu? Eles acham justo.

Então pegam o telefone e debulham os dedos em números de 0800...

Se não fosse o teatro e a orquestra que da o tom solene. Os jornais e revistarias não encheriam as capas com os rostos das marionetes. Eles conseguiram ser capa nas maiores revistas e estampadas nos maiores jornais, de todos os continentes.

As televisões ansiosas por aumentarem a audiência, trocam o palco.

Tudo se desmoronou. Sonhos. Interesses. Conflitos pessoais. Amores. Desentendimentos. Ironias. Risos. Sucesso. Calor. Acolhida. Restou-lhes somente o cheiro da morte.

Continuam ao lado direito do palco murmurando: “por que...”, “por que...”, “por que...”

Os outros, tornam-se alheios as vidas que foram ceifadas inutilmente e as vidas tão dolorosamente marcadas. Eles que estão sempre em rádios, Tv’s, jornais e revistas. Esquecem-se da dor outrora e fazem chacotas, risos, ironias, piadas...

Mas há aqueles clamores, que são escutados pelas vigílias, que de mãos dadas rezam por seus filhos que se foram, e principalmente por aqueles que aqui restaram.

O palco muda de cena outra vez.

Tudo se esquece, esquece-se do mais importante. Vidas se acabaram, na cidade que nunca dorme, no meio de luzes, glamour, fama e sucesso.

A orquestra acaba de fazer soar os últimos acordes. Já não há mais público a assistir. E aquelas vidas, aquelas marionetes ceifadas, já não fazem parte do roteiro principal.

A peça termina. Cai o pano no palco das marionetes.

E eles?

Apertamos com o dedo o botão da televisão, deitamos a cabeça no travesseiro. Esquecemos de todos perdidos no fundo do teatro, a própria sorte.

VISITAS DESDE 01/03/09