quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

ADEUS

Adeus

Adeus ano velho...
Adeus planos infundados;
Adeus manhãs de mau humor;
Adeus gente chata e egoísta;
Adeus salários atrasados;
Adeus roupas velhas;
Adeus tempestades;
Adeus gorduras e balanças “estragadas”;
Adeus filas enormes e ônibus lotados;
Adeus segundas feiras, dia de trabalho;
Adeus estudos;
Adeus despertadores;
Adeus, adeus, adeus!

E que venha o Ano Novo!
E que venha tudo de novo!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Parabéns PAI



Enfim pai depois de tantos erros passados, tanto carinho, tanta ranzinza, tantos olhares ao amanhecer e ao entardecer, tantos gols do Flamengo comemorados, tantas cuias de chimarrão tomadas, tantas alegrias, derrotas, frustrações, tantos virados de feijão tragados...
Eis que ressurge mais um ano de vida, mais um aniversario, mas um ano novo e um ano a mais de experiência... Anos que nunca serão perdidos, mas sim sempre relembrados e comemorados...
É meu querido velho quanto tempo já se foi...
Mas ainda é bom sentar ao seu lado, sentar em seu colo, curtindo o seu olhar “quase antigo”, curtindo suas resignações, seus aborrecimentos, suas emoções, suas orações...
Um ser humano igual a todos, um ser humano capaz de tudo, um ser humano que é capaz de agir como ser humano...Um ser humano que é capaz de ser PAI...
PAI FELIZ ANIVERSARIO TE AMAMOS PARA TODO O SEMPRE!!!

Pai, simplesmente PAI!
Nem mesmo, na maior das modernidades nunca me esquecerei do carinho e da necessidade de te pedir:
PAI À SUA BENÇÃO.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Minha pequena Vó!



Vó, essa de novo é para você!
Quando era pequena o que mais alegrava o seu pequeno coraçãozinho era poder ir à escola!
Vestir a pequena saia, pegar o saquinho que fazia às vezes de mochila e ir aprender, ia catando e contando as pedrinhas que seus irmãos maiores, como sempre apressados iam deixando para traz!
Mas nasceu não pra viver em seu tempo, mas sim era uma pequena a frente de sua época!
Quando a sua mãe, disse que já não era hora mais de meninas irem para a escola, e sim aprender os afazeres domésticos para poder arranjar um bom companheiro;
O seu coraçãozinho se apertou, mas como uma pequena consciente de sua época aceitou!
A vida então foi se fazendo, um bom marido apareceu, bons filhos nasceram desse fruto, desses bons filhos netos maravilhosos surgiram, desses netos, bisnetos, desses bisnetos... Até um dia chegar aos tataranetos...
Hoje sua pele, nos mostra quanto prazer, alegria, amor, caridade, frustrações, tristezas, já a demarcaram...
Cada ruga, cada olhar marejado pelo cansaço, cada aperto de mão já não tão firme, cada palavra dita sem sentido, cada historia contada e recontada, cada fraqueza em seu pequeno corpo, cada passo cansado... Mostra-nos, que o tempo já passou...
Que aquela menina, com saias que adorava ir para a escola, com saquinho na mão, correndo atrás dos irmãos... Aquela mãe enérgica, que queria que todos os filhos ficassem debaixo de sua asa... Que aquela mãe, que muitos a viram sofrer, por ver dois de seus filhos partirem para junto de Deus... Aquela vó, que fazia os bolinhos doces e salgados nos dias da sexta-feira Santa, e deixava a todos com água na boca... Que aquela “Bisa” que enchia as crianças com bolachas e leite com chocolate... Aquela mulher, da qual não sossegava um minuto... Aquela mulher que ia cobrar os leites atrasados pelo bairro inteiro, aquela mulher que nos ensinou o prazer de comer uma nata bem gorda, de um queijo caseiro...
Vó hoje, de pequena, você é uma peróla preciosa, que com muito amor ainda está presente em nossas vidas, e como pérola tem varias necessidades, e como uma pérola precisa ser zelada, e como uma pérola precisa ser amada, e como uma pérola precisa ser cuidada, e como uma pérola precisa ser idolatrada...
Vó te amamos!!!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Blogagem coletiva _Direitos Humanos




É com grande prazer que partcipo da Blogagem Coletiva sobre Direito Humanos!
organizada por Sam Cyrous do blog FÊNIX AD ETERNUM.


Quero um dia, andar pela rua, sem ser espancado com as palavras de poucos!
Quero um dia, falar sem medir as palavras, sem sofrer restrições!
Quero um dia, não ser abalado pelas barbáries recentemente vistas!
Quero um dia, não ver mais gente sem educação!
Quero um dia, ver a maior parte da população não ser renegada à margem da sociedade!
Quero um dia, ter direitos! Quero um dia ter humanidade!

Quero um dia que esses ideais, ideais meus, mais almejados por muitos, seja comum entre todos os viventes aqui na terra!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Desabafo de um arrependido

Eu tinha raiva de crianças
Até o dia, que recebi um sorriso sincero de um pequeno ser!
Eu tinha medo de pessoas de cor
Até que um dia, um deles salvou a vida de minha filha!
Eu nunca pensava em ser doador de sangue,
Até que um dia meu pai precisou de varias bolsas!
Eu detestava os idosos,
Até que um dia, um deles me estendeu a mão!
Eu não me importava com a natureza,
Até que um dia precisei sentar-me debaixo de uma árvore!
Eu não me importava com os outros,
Até que um dia esses “outros”, se tornaram minha família!
Eu me achava melhor do que os outros,
Até que um dia, numa fila de hospital me tornei um paciente anônimo!
Eu me vangloriava do meu carro,
Até um dia ver um pai, carregando o filho enfermo por quilômetros!
Eu não acreditava em Deus,
Até que um dia precisei ser “carregado” por ELE!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Homeostase igual a equilíbrio?

Estamos de bem com a vida, condição financeira boa, uma boa casa com boa aparência...
Estamos parcialmente em equilíbrio...
Até que vemos pela tv, cenas chocantes que uma chuva pode causar, pessoas com água até a cintura, casas soterradas e vidas perdidas...
Saímos do momento de equilíbrio e nos sensibilizamos, por meio até de ações concretas...

Estamos com a mesa farta, reclamando das sobras de alimentos, da fila do restaurante ou do mercado...
Estamos parcialmente em equilíbrio...
Até que vemos pais e mães catando detritos para alimentar os filhos...
Saímos do momento de equilíbrio...

Estamos em frente à tv, com um copo de refresco, e esparramados no sofá...
Estamos parcialmente em equilíbrio...
Até que pela janela, avistamos um homem debaixo de um sol a pino, catando materiais recicláveis....
Saímos do momento de equilíbrio...

Estamos incentivando as drogas licitas e ilícitas, falando que isso não é nada de mais...
Estamos parcialmente em equilíbrio...
Até que vemos o nosso pai, avó, irmão, no corredor de um hospital, pelo fato de ter fumado um simples cigarro (ou vários)...
Saímos do momento de equilíbrio...

Estamos em certos momentos abominando a fé...
Estamos parcialmente em equilíbrio...
Até perceber, que é através dela que os verdadeiros milagres acontecem...
Saímos do momento de equilíbrio...

E porque não entramos em homeostase total?
Simplesmente porque temos um coração que pulsa...
Só se entra na homeostase total após a morte, até lá vamos nos desequilibrando, e é isso que faz a mola do mundo girar...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Conhecem a historia do beija-flor?





Um dia houve muito fogo na floresta, a mata inteira estava num ardente fogaréu!
Os animais em polvorosa saíram todos correndo.
E um pequenino Beija-flor, ia até o rio, colocava pequenas gotinhas de água na boca, e ia até o fogo para apagar, ia até o rio, voltava para o fogo, assim ficou intermitantemente.
O elefante com todo o seu corpanzil, passando por ali, grita para o pequeno Beija-flor:
-Beija-flor, você não percebeu que a mata está pegando fogo? Corre! Corre!
-Não, amigo elefante, vamos ficar aqui e ajudar!
O elefante respondeu:
-Euuu, ficar tá louco! Que diferença vou fazer???
-Bom, _ respondeu o Beija-flor_ eu estou fazendo a minha parte!

A história original, não é bem essa, mas tambem não há fogo na mata, mas sim, cidades e familias inteiras com água pela cintura. Agora escolhemos, ser o Beija –flor ou o elefante!

Ajude...



fotos: http://chuva.santa.catarina.fotoblog.uol.com.br/

domingo, 30 de novembro de 2008

Pare e pense






Pare e pense e AJUDE



Saiba como aqui:http://hippopotamo.blogspot.com/2008/11/como-ajudar-as-vitimas-de-sc.html

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

É bom andar a pé

É bom andar a pé, sem direção, sem lenço, sem documento.
É bom andar a pé, com a cabeça ao relento, batendo ao som do vento.
É bom andar a pé, na areia fofa, na terra ardida, na primavera florida.
É bom andar a pé, na grama recém cortada, na hera recém aparada.

É bom andar a pé, na chuva...
É bom andar a pé, na encosta da praia...
É bom andar a pé, cuidando apenas do boné...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Anel Dourado

Um dia na fila do caixa, estavam duas crianças.
Quem os observava percebiam que aquelas crianças eram realmente necessitadas, pois suas roupinhas não passavam de farrapos, nem ao menos tinham calçados para por naqueles pequeninos pés, que há muito o tempo já o judiaram.
Suas mãozinhas eram mãos já calejadas, mãos que não pertenciam ao corpinho frágil de uma criança.
Suas vozes eram pequenos sussurros, talvez a muito já oprimidos.
O que eles queriam na fila do caixa?
A menina segurava em suas mãozinhas, um pequeno anel dourado, segurava com tanto carinho que parecia que se ela fizesse um pequeno movimento ele ia se dissolver...
O irmão jogava por cima do balcão algumas moedas, e tateava dentre os bolsos da roupa algo mais, mais ainda faltava muito para que a compra daquele anel pudesse ser efetuada.
Ele então desiste, pega o anel das mãos da irmã, não sem o mesmo cuidado e devolve para o caixa. A menina tenta mais não consegue esconder as lagrimas que correm teimosas sobre o seu rosto.
Um homem que observava toda a cena, até agora imóvel, absorto em suas conjecturas, resolve interromper dando o dinheiro para o caixa, descobriu que o anel não tinha muito valor, mas que para aquelas crianças eram uma fortuna, o entrega novamente para as crianças.
A menina abriu um enorme sorriso, e o abraçou, o homem sentiu que eles nunca tinha recebido um abraço tão verdadeiro e afetuoso.
O homem então soube o porquê daquele anel ser tão importante.
A mãe das crianças estava em casa muito doente, e eles sabiam que logo, logo, ela iria para o céu.
Um dia eles ouviram falar que no céu era tudo brilhante feito ouro, e brilhava muito como aquele anel dourado.
A menina disse, para o estranho, entre sorrisos e lagrimas, que com aquele anel, a sua mãe também iria brilhar muito no céu...
O homem vendo o irmão por as mãos nos ombrinhos da menina e a guiar até em casa, como se fosse um anjo a protegê-la, e eles não desgrudavam os olhos do pequeno anel, e por vezes e muitas vezes olhavam para traz e abriam um enorme sorriso, num eterno agradecimento...
Os olhos do estranho se inundaram de lagrimas... E ele se perguntou: A que mesmo as pessoas dão valor?

sábado, 22 de novembro de 2008

Irrita-se

Faz parte do ser humano.
Irritam-se com o trânsito, muito lento, rápido demais, motoristas sem educação.
Irritam-se, chapinha no cabelo mal feita, esmalte que criou bolinhas, calça que de repente ficou apertada...
Irritam-se com o time que perdeu, com a novela que acabou bem na hora do clímax, com o filme, livro que não teve um final feliz...
Irritam-se, o arroz salgou demais, o leite derramou no fogão, o feijão que azedou...
Irritam-se, com o galo que cantou na madruga, com o lixeiro que não passou na hora certa, com a porta do vizinho que bateu...
Irritam-se com a chuva que estraga, com o sol que queima a pele...
Irritam-se com quem reza em demasiado, com quem já perdeu a fé...
Irritam-se com quem chora, ri, esbraveja e cala...
Irritam-se...
Irritam-se...
Irritam-se...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Brasil cor de anil


Brasil pode encontrar em pau-brasil, nome, sobrenome, rua, avenidas, etc.
Meu Brasil é um Brasil cor de anil, às vezes e muitas vezes tingido de um vermelho sangue, que fere a alma e o coração de quem o olha.
Brasil é cor de anil, que mesmo sendo tão grande é tão ingênuo, ao ponto de vender uma imagem negativa para os outros.
Brasil é cor de anil, tem Cristo Redentor, praias belíssimas, tem uma das maiores metrópoles, tem o Rio de Janeiro, tem e abriga o maior pulmão do mundo...
Brasil é cor de anil, nosso povo tem muita cultura, sim senhor!
Brasil é cor de anil, meu Brasil é cor de anil!!!





foto: gilgiardelli.wordpress.com/.../

sábado, 15 de novembro de 2008

Mais um ano

Hoje se completa mais um ano de vida!
Talvez seja presunção de minha parte, mas quero agradecer a todos os que passam, e que passaram pela minha vida.

Aqueles que evitam as pessoas vulgares e egoístas;
A você que no ruído e na pressa encontra a paz e o silêncio;
Aqueles que nunca se compararam com os outros e por isso se tornam incomparáveis;
A você que consegue seus méritos sem sacrificar seus princípios;
A você que mesmo depois das turbulências manteve os pés no chão;
Aqueles que mantêm sempre o interesse pelas coisas, mesmo que sejam as mais humildes;
Para aqueles que mesmo através das maledicências, enxerga as virtudes de cada um;
Aqueles que reconhecem um herói a cada esquina, e se torna um quando necessário;
Para aqueles que não se deixam torturar por fantasias e fantasmas;
Para aqueles que assim como Nona, aceitam as lições dos anos;
Para aqueles que estão em paz com Deus, não importando como os conceba;
A todos que tem o direito de estar “aqui”;
Aqueles que me escutam;
Aqueles que gostam de animais, plantas, doces, salgados, terra, maças...
A todos que amam a vida!

A todos que assim como eu tem a sua historia!
A todos que assim como eu completam mais um ano!
A todos que assim como eu tem muito que agradecer!
A todos que assim como eu tem pouco ainda a pedir!
A todos que assim como eu está de “PARABÉNS!!!”

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

MÃE


Posso defini-la como uma simples mulher, que traz talvez um pouquinho de Deus, mas que olhando a sua dedicação, zelo e amor tem a semelhança de um anjo.

Tem comportamentos de uma mocinha, palavras de moça, mas a sabedoria de uma anciã.

E como anciã, adora ser sábia, mas às vezes assume um comportamento simplista.

Inspira força, coragem, mas se estremece ao som do sorriso ou o choro de uma criancinha.

Pode parecer fraca, frágil, mas é capaz de enfrentar as mais duras feras.

Seu sorriso, às vezes é cansado, mas nele percebemos que o brilho do sol nunca acabará!

Esquece-se a si mesmo, para pensar em seus filhos;

Que sempre almeja o nosso sucesso esquecendo de seus próprios anseios;

Vibrando com as nossas conquistas e vitórias, esquece que o seu papel foi fundamental, que sem a sua presença não seriamos nada;

Aplaude-nos sem se dar conta de seu próprio mérito;

Que ao receber injustiças nos reponde com amor!

Que a vida inteira tem um único desejo: que Deus abençoe seus entes queridos!

Mãe! Podem defini-la como uma simples mulher... Mas essa simples mulher merece ser amada, endeusada, encorajada, motivada, presenteada, adorada, beijada, idolatrada, ajudada, cheirada, respeitada, e sempre que possível abraçada!

AMO-TE MUITO!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Imagine



Um estranho um dia aparecesse do nada e diz:

-Olha! Sabe aquele paraíso do qual as pessoas falam e procuram tanto, ele está ali! Logo ali! Escondido em algum cantinho, pronto para aparecer! Só basta procura-lo!

O estranho sustenta o olhar para o infinito e prossegue:

-Sabe! Um dia ainda vai existir um lugar na face da terra, onde as pessoas não serão mais insanas, ao ponto de matarem umas as outras, deixarem seus semelhantes passarem necessidades, crianças vivendo sobre dejetos humanos, pela rua, sem teto...

O estranho para inspira e expira varias vezes antes de continuar:

-Talvez ainda chegue o dia, em que não exista mais religião, vai existir sim a crença! Onde todos serão de uma só irmandade, sem aquela extrema necessidade de uma ganância, poder, individualidade, onde não há a busca por posses, nem muros...

-Imagine!!! A palavra de honra ser a “partilha”, partilhar o pão, o acalento, a flor, um abraço paterno, a força de um aperto de mão, o gesto do amor, partilhar a proteção, partilhar o gesto, a melodia, partilhar o som do sorriso, a paz...

O homem para e vê as suas próprias mãos:

-Não deveriam existir mais mãos calejadas, suadas, retorcidas pela dor, trabalho árduo...

Imagine, imagine e imagine, diz o estranho arqueando o peito e respirando fundo:

-Morar numa ruazinha cercada de árvores, ao som dos pássaros e as pessoas entre eles: velhos, crianças, pessoas com necessidades;

O estanho sorri, um sorriso sonhador, e cita o trecho de uma musica:

“Você pode dizer que sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você se junte a nós
E o mundo será um só” *

Jhon Lennon. Imagine (tradução)

domingo, 2 de novembro de 2008

O olhar do educador

video

Meus oito anos

simplesmente lindo!



Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !
Como são belos os dias
Do despontar da existência !
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d’amor !
Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar !
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar !
Oh ! dias de minha infância !
Oh ! meu céu de primavera !
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã !
Em vez de mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã !
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
De camisa aberta ao peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis !
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo,
E despertava a cantar !
Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
- Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !


Casimiro de Abreu

Este é o livro original, “As Primaveras”, publicado em 1859.

sábado, 1 de novembro de 2008

AÍ SIM!!!

Aí sim!
Aí sem hem?! Como diria a minha irmã!

Essa semana foi uma semana atípica. Digamos com “vitórias”, certas, inesperadas e almejadas!
(houve também imprevistos e derrotas, mas esses, esquecemos)

O diploma conquistado aos poucos, durante quatro anos:

“O Reitor da Universidade Estadual do Paraná, no uso das suas atribuições e tendo em vista a conclusão...”

Uma surpresa:

“O Município de Cascavel presta uma homenagem especial a Ta”..., com a entrega do Diploma “Gosto pela Leitura”... Em reconhecimento ao saber adquirido por meio da leitura de centenas de obras.
Parabéns! O mundo certamente é melhor graças a você!”

O outro não é um diploma, mas foi muito bom conquistá-lo:

“República Federativa do Brasil
Conselho Nacional de Trânsito
Carteira Nacional de Habilitação”

Aí sim!!!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

!!!

Lidamos com paus e pedras, e ao mesmo tempo com algodão e fumaça, e continuamos a viver!
Então viva!

sábado, 25 de outubro de 2008

O sussurro é o grito dos inocentes







O sussurro é o grito dos inocentes, quem os ouve?
Trabalho infantil...
Ele gera lucro para quem os “hospeda”, como o capitalismo é tão cruel?
O sussurro é o grito dos inocentes? A quem incomoda?
A quem incomoda, eles não terem paz?
A quem incomoda a sua beleza ser destruída?
A quem incomoda a sua dignidade?
A quem incomoda eles nunca sonharem?
A quem incomoda as brincadeiras que nunca foram aprendidas ou foram deixadas de lado?
A quem incomoda as cantigas de roda, que a muito ficaram esquecidas?
A quem incomoda a linha do caderno que nunca será preenchida?
A quem incomoda essas imagens enegrecidas dos menos favorecidos?
A quem incomoda a resistência de um trabalho árduo?
A quem incomoda o olhar perdido, o sorriso nunca dado, a voz nunca ouvida?

A quem interessar possa:
A quem incomodará?


Fotos:http://noticias.br.msn.com/fotos?cp-documentid=3229859&imageindex=7#3229859 ogintonico.weblog.com.pt/arquivo/REUTERS%20Ru
http://www.pime.org.br/mundoemissao/justicasocialinfantil.htm



23/10 – Crianças trabalhadoras sentam em delegacia após serem retiradas de um fábrica depois de uma blitz de policias e ativistas em Nova Déli, na Índia.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Cara de um, cara do outro

Era uma vez...
Um cara, que em plena juventude, conheceu a sua cara metade.


Esse cara e a sua cara metade, logo se uniram, e dessa união, a princípio nasceram duas “caras”.











Mas o cara sempre sonhou com um “carinha” e mesmo não sendo pretensioso “a sua cara”.
Até que um dia, o cara, a cara metade e o resto da prole, souberam da grande notícia “um carinha estava por vir”.
O cara ficou contente desde as primeiras manifestações de vida do carinha (mesmo dentro da barriga), logo dizia:
-Esse carinha, vai ser jogador de futebol!
-Esse carinha, vai torcer para o Flamengo!
-Hum! Pelo jeito, esse carinha vai ter as pernas tortas iguais a do Garrincha!

Num belo dia o carinha veio ao mundo. E o cara não se enganou, o carinha era mesmo a sua cara, tipo: “cara de um, fucinho do outro”. E o cara além de se render ao carinha, até no nome deu um jeitinho de arrumar “coincidências”.






Hoje o cara sabe o que é ter o carinha por perto.

O cara sempre tem a cara amarrada, e o carinha assim que algo lhe aborrece fica igualzinho.
O cara gosta de futebol e o carinha o imita.
O cara pula em cima do carinha, o carinha se defende, mas não sem antes muita balburdia, agitação e muita alegria.


O cara impõe limites, o carinha tenta quebrá-los.
O cara fica ranzinza e o carinha se aborrece.
O cara grita, o carinha responde, o cara grita mais alto, o carinha se aquieta (talvez por medo).
O cara e o carinha vivem nesse intenso vai e vem...


Esse carinha já está querendo ser um cara e o cara temendo virar coroa!








Há! Mas não podemos nos esquecer da cara metade e das outras duas caras restantes!







domingo, 19 de outubro de 2008

Governantes

Peço-o o favor de parar por alguns momentos, e olhai-nos de frente...
É cada vez mais doloroso olhar para o mundo e ver as maledicências que ocorrem..
Qual será o tipo de óculos que usam os comandantes dos nossos países? Qual será a marca, que muitos de nós não conseguimos encontrar? (eu particularmente não as quero) Será que se embriagam diante de tanta coisa? Ou tomam “coisas” alucinógenas, das quais os deixam insensíveis, perante o mundo? Se tornam invisíveis? Ou nós nos tornamos invisíveis?

No mundo, há pessoas, brancas, amarelas, vermelhas, negras, azuis, pardas, etc.
Em quais desses vocês se encontram?

-Nos encontramos em todas!!! Talvez até se indignem.

Na hora, de agitarmos as bandeirinhas, realmente eles se encontram em todas as classes, no meio do povo, na voz dos mais fracos, no sussuro dos oprimidos, no cálido sorriso das crianças, na dor dos enfermos, na volúpia, na balburdia, na permissividade, na complacência...

Mas e depois, onde vocês estão?!!!
Ainda estamos à procurar!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Desabafo de Criança!

“Assim que saiu do internamento no Hospital Universitário de Cascavel, Lídia de Souza, 26 anos, deve seguir direto para a cadeia. Ela está sendo acusada de infanticídio, por matar a própria filha logo após o parto, na noite da última segunda-feira. Assim que a criança nasceu, Lídia enrolou a menina em sacos plásticos e a arremessou dentro do Rio...”
“...revelou que a criança havia nascido bem. Também comprovou que a menina foi asfixiada pela mãe antes de ser lançada no rio.”


Desabafo:
Quais foram os meus males? Porque sofrerei? Porque não me deixais ver a luz do sol? Sentir o calor da sua voz mãe? O cheiro do seu colo? As traquinagens dos meus irmãos?
Porque me tranca a respiração? Porque já me mandou morar com os anjinhos?! Sei que também poderia ser uma ao seu lado!!!

-Sei que as mães, fazem de tudo pelos seus filhos, mas me diga o que realmente aconteceu mãe? A minha cabecinha está tão confusa... Por que me pos ao léu? Longe de tudo... Pensei que seria muito querida e amad
a com doce ternura, pois Jesus nos fez como um presentinho, talvez não pudesse ser jogado a qualquer cantinho.

-Mãe! Responda-me o que estão falando sobre, rio, saco plástico e essa palavra “infanticídio”, o que é isso?

-Mãe, socorro! Já não posso mais respirar! Venha me salvar, preciso do seu colo!

“Mãe,já não posso estar presente fisicamente ao seu lado...minha cabecinha ainda está confusa... mãe agora, sou um pequenino anjinho... mais uma estrelinha no céu... e para você ainda sinto carinho...”


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

História

Chegou um dia um menino, com os dentes amarelos, sorridente, e querendo ser espertalhão.
-Menino, o que queres?
-Quero um pouco mais de paz..
-Menino para que?
-Para dar a essa vida um pouco mais! _Fala bravamente o menino, com o punho cerrado batendo sobre o peito. Como se fosse o super-heroi de histórias em quadrinhos.
-Para dar a essa vida um pouco mais?_Pergunta o afortunado adulto.
-Quero um pouco mais de justiça. Para não haver mais crimes sem punições.
Quero mais mesas fartas, para aqueles, à quem a barriga, vive em constante sussuro.
Tenho a consciencia de que, alguns se agradam com a idéia, mas não quero mais dormir, a luz das estrelas.
Sou um menino, que dorme, junto com o mundo!_disse ele com veemencia_ Pois durmo agasalhado a sua imagem! Mesmo quando “ele” não é suficiente para me aquecer!
Não quero mais incomodar pessoas, pois quando elas passam por mim, tem que desviar o olhar, para quem sabe o seu coração não doer, e elas não sentirem um nó na garganta...
-Não são palavras muito duras, para um pequeno menino?_interrompeu o adulto.
-Não são não senhor! São apenas palavras, de quem um dia quer ser um super-herói!
Com isso o menino se afastou, e o adulto ficou a observar.
Observar que a roupa daquele menino, com tão pouca idade, que queria ser um super –herói, não passava de pequenos farrapos...que o esconderijo dele, era a rua... que ele dorme junto com o mundo, pois suas cobertas eram jornais, já amarelados, que adquiriu numa aposta...que a mesa farta só existia em seus sonhos...
-E o menino?
O menino continua a proteger os que lá estão...irmãos de solidão...
O menino acabou de dar uma lição, mesmo vivendo a sombra da humanidade, não quer ser o vilão...Quer ser um super-herói, para agradar os que lá estão...

Ao Mestre Com Carinho

Quero aprender sua lição que faz tão bem pra mim
Agradecer de coração por você ser assim
Legal ter você aqui um amigo em que eu posso acreditar
Queria tanto te abraçar
Pra alcançar as estrelas
não vai ser fácil,
mas se eu te pedir você me ensina
como descobrir qual é o melhor caminho
Foi com você que eu aprendi a repartir tesouros
Foi com você que eu aprendi a respeitar os outros
Legal ter você aqui
um amigo em que eu posso acreditar
Queria tanto te abraçar
Pra mostrar pra você que eu não esqueço mais essa lição
Amigo, eu ofereço essa canção
Ao mestre com carinho
Foi com você que eu aprendi a repartir tesouros
Foi com você que eu aprendi a respeitar os outros
Legal ter você aqui um amigo
em que eu posso acreditar
Queria tanto te abraçar
Pra mostrar pra você que eu não esqueço mais essa lição
Amigo, eu ofereço essa canção
Ao mestre com carinho

-Mas essa musica é velha!_diria alguns.

Foi essa a primeira musica, que logo na minha primeira infância, eu cantei, com o peito inflamado, e a voz "forte", cantei para as minhas professoras. Agora o tempo passou, já não lembro mais de todas, mas alguns resquicios, dos seus ensinamentos, ainda continuam no meu cenário principal...

Hoje do outro lado, do palco, sei como é a emoção, de quem a ouve.

Apesar dos pesares, ainda nos contentamos com uma singela homenagem!

Parabéns a NÓS!!!!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Quando vamos evoluir?

Quando vamos parar de jogar lixo a esmo...
Contribuir para que nossas narinas aspirem um ar puro, sem partículas de sujeira...
Deixar que as nossas crianças desenvolvessem o seu potencial, não seria nada mal, ainda temos que acreditar no futuro!
Podemos a cada dia mais, aplicar a Lei Maria da Penha, pois ainda somos o sexo frágil, apesar de termos galgados vários degraus na nossa ascensão!
Quando vamos parar de destruir, o nosso habitat? Será que é através de fumaça, agrotóxicos, automóveis cada vez mais poluentes? E mais alguns que a cada dia, vamos tomando conhecimento...
E nós mesmos? Quando vamos parar? Nessa auto flagelação? Através de cigarros, bebidas, direção perigosa, etc.
Quando vamos parar de pedir misericórdia, sem ao mesmo fazer um gesto?

-Ei! Você porque desvia o rosto? E se perde num olhar?
-Quando vai crescer, quando vai evoluir?
Desde a época pré-histórica, não evoluímos em nada, continuamos a ser os mesmos seres irracionais de sempre!

domingo, 12 de outubro de 2008


Deixa-a brincar...
Cantar aos quatro ventos...
Deixe-a se lambuzar... Com sorvete, tinta, brigadeiro, picolé de morango... Com a vida!
Deixe-a andar de pé descalço, na grama, na lama, nas nuvens...
Deixe-a tomar banho de chuva... Dançar na chuva, cantar na chuva...
Deixe-a cuidar de animais... Das plantas, da alegria, da frustração, da fé, do amor...
Deixe-a se tornar gigante...
Deixe-a correr para o nada...
Deixe-a pedir somente com os olhos...
Deixe se encantar por ela...
Deixa-a brincar com o vento... Procurar o pote de ouro no fim do arco-íris...
Deixa-a acreditar em fada do dente (mesmo que isso custe caro)... Papai-noel, coelhinho da páscoa...
Deixa-a ser astronauta, voador, lutador, herói, mocinho ou vilão...
Deixa-a ser apenas criança...


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Porque a justiça tarda?

Uma pergunta que perpassa pela cabeça de todos: porque a justiça tarda?
Conheça um pouco da história de Flavia....
Blog: http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com/



RALOS DE PISCINAS. Sem orientação e sem fiscalização, por enquanto, o único meio de evitar acidentes é ter consciência de seu potencial risco à vida de adultos e crianças e manter-se longe desses ralos sugadores. Mas não podemos ficar só nisto. Não devemos aceitar este tipo de negliglência dos fabricantes e administradores de piscinas de uso público e coletivo. É preciso exigir INFORMAÇÃO, ORIENTAÇÃO e FISCALIZAÇÃO. E no caso de um acidente, é preciso que a JUSTIÇA se faça presente de imediato e que os RESPONSÁVEIS SEJAM EXEMPLARMENTE PUNIDOS. A punição não simbólica, mas exemplar dos culpados por acidentes graves e fatais não vai amenizar a dor causada por um acidente destas proporções, mas servirá de proteção às vítimas e poderá colaborar e muito, para evitar novos acidentes.










Os réus do processo de Flavia:- O Condomínio Jardim da Juriti, que para aquecer a água, trocou – sem buscar orientação técnica - o ralo da piscina onde Flavia nadava. O ralo anterior, de potência adequada àquela piscina, possuía motor de 0,50 cavalos. O condomínio substituiu este ralo por outro de potência muito superior – 1,50 cavalos. Após o acidente com Flavia, a perícia técnica feita na piscina comprovou que o ralo estava superdimensionado e sugando 78% a mais do que deveria sugar. O ralo superdimensionado sugou os cabelos de Flavia, deixando-a presa embaixo d’água até que teve parada cardiorrespiratória e entrou em coma, estado em que permanece até hoje, mais de 10 anos depois.
AGF Brasil Seguros – Seguradora do Condomínio. Não pagou quando por mim solicitada, o seguro de responsabilidade civil existente no prédio, vindo a fazê-lo apenas um ano e onze meses após, e somente mediante ordem judicial. Mas pagou sem juros e correção monetária.JACUZZI DO BRASIL – empresa fabricante do ralo: Vendeu sem informar sobre a correlação que deveria existir entre a potência do sistema de sucção (que inclui o ralo) e as dimensões da piscina onde o equipamento foi instalado. A Jacuzzi, em seu manual, não informou sobre a possível periculosidade de seu produto, caso o mesmo fosse instalado de forma inadequada, não fez os necessários alertas acerca dos riscos advindos do uso incorreto de seu sistema de sucção,nele incluindo o superdimensionamento, que foi a causa determinante do gravíssimo acidente que vitimou Flavia.Após cinco anos na justiça de São Paulo, apesar de reconhecer como válidas as provas periciais constantes dos autos, a juíza que julgou o processo de Flavia, condenou o condomínio a pagar 104 mil reais de indenização, mas isentou a Jacuzzi de responsabilidade no acidente e ainda me colocou como co-responsável nesta tragédia. Recorri da sentença e dois anos após houve novo julgamento não modificando este primeiro. Recorri novamente e agora em última instância no Superior Tribunal de Justiça lá em Brasília, espero que os Ministros que forem julgar o processo de Flavia, ao contrário dos juízes de São Paulo, atentem para as provas periciais constantes dos autos, comprovando o superdimensionamento do ralo que sugou os cabelos de Flavia e que condenem a JACUZZI DO BRASIL a pagar uma indenização digna e condizente com a gravidade do acidente causado à Flavia para que eu possa cuidar dela, com a dignidade que no mínimo, lhe é devida.







Texto retirado do Blog de Flavia:http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com/

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

"Retirantes"



Gosto desse quadro.... para se pensar... será que esses personagens, foram só retratados, ou ainda suplicam pela nossa misericórdia? Ainda sussuram pelas sombras?
o sussuro é o grito estridente dos "nunca vistos".
"Retirantes" de Candido Portinari



sábado, 4 de outubro de 2008

...


Hoje, nos preocupamos muito em ser aquilo que os outros quer que sejamos. OU seja, nos espelhamos nos outros para construirmos a nossa própria personalidade.
E sempre nos esquecemos de sermos realmente NÓS MESMOS!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

...


Talvez, qualquer semelhança, seja mera
Coincidência,
diria uma pessoa...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Leilão


  • Quem compra a gargalhada de um nenê?
    O aconchego da casa dos pais, a comida da vovó?

    Quem compra o arco íris e o frescor de uma cachoeira?
    O sabor da primavera, o vento arranhando o rosto?

    Quem compra a confiança?
    A lealdade, a sinceridade?

    Quem compra o canto do pássaro?
    O vôo da lavadeira e a hera?

    Quem compra o primaveril?
    O calor do verão?

    Quem compra a educação? O respeito ao próximo?
    Quem compra a alegria?

    Afinal, quem compra?
    Quem da mais?!
    Esse é o meu leilão.
    Esse não tem preço, para todas as outras existe master card.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Nesse mundo

Nesse mundo, há pessoas que sonham sonhos impossíveis.
Ficam em busca da estrela cadente.
Querem pisar onde nem os mais ágeis desbravadores galgaram.
Amam amores castos, mas também inatingíveis.
Lutam mesmo quando as forças se esvaem.
Dão sorrisos largos e “cheio de dentes”, mesmo quando não há motivos.
Manejam pedras e paus e ao mesmo tempo algodão e fumaça.
Há aqueles que juntam os pedaços e montam um lindo mosaico.

Essas pessoas constroem os pilares que fazem um mundo girar!

domingo, 21 de setembro de 2008

Apenas sinta


O que não se pode ver, ao menos sinta:
Sinta o bem estar de alguém, quando você dirige o mais cálido sorriso.
Sinta a tristeza de quem anda só.
Sinta o aroma exalado de um colo de mãe.
Sinta a força da palavra de um pai.
Sinta com os olhos fechados a maresia do mar.
Sinta o vento arranhando a sua respiração.
Sinta o vazio do olhar de quem sofre.
Sinta, sinta e sinta...
O que não se pode ver, apenas sinta...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Nem sempre

Nem sempre escutamos palavras inteligentes.
As pessoas andam muito ocupadas para enriquecer a sua bagagem cultural.
Mas aqui vai um trecho, bem filosófico em que uma “pequena pessoa” verbalizou:

‘“Eu sou eu, você é você e ninguém é ninguém”

Olha que frase, bem elaborada e filosófica.
Devemos cultivar os pequenos talentos.

domingo, 14 de setembro de 2008

A bicicleta

Hoje é domingo.
Dia em que observamos pessoas felizes, visitas desejáveis e indesejáveis, comidas que durante a semana não fazem parte do cardápio, crianças contentes pela rua...
Hoje uma delas me chamou a atenção!
Estava sorridente em cima de uma bicicleta, talvez tivesse ganhado a bicicleta hoje, talvez hoje tivesse tirado as rodinhas que ajudavam no equilíbrio, talvez nem fosse sua, fosse emprestada, do irmão, do primo, ou do vizinho, não sei, só sei que estava feliz...
Lembrei da minha primeira bicicleta...
Também não era exatamente minha, sempre tive a vaga desconfiança e depois a certeza de que ela não era exatamente para mim... mas mesmo assim, não deixou de ser um acontecimento em minha vida, contado pelos outros é claro, pois as minhas lembranças são vagas...
Lembro que eu aprendi a andar de bicicleta, emprestada do vizinho (que anos mais tarde se tornaria um parente), numa calçada larga, de uma empresa que na época estava desativada, e que tinha um gradil enorme, propicio pra mãos cambaleantes grudarem quando estivessem em apuros.
Tempos depois meu pai, adquiriu uma bicicleta, ela era grande, de cor vermelha, uma bicicleta bem comum, e para adultos, naquela época, eu já sabia andar em bicicletas maiores.
Na primeira noite em, que a bicicleta, posou na nossa propriedade, eu estava tão ansiosa, para que amanhecesse logo, para poder desfrutar do brinquedo... Que levantei no meio, da noite, e fui em direção à sala onde ela estava guardada, (não preciso dizer, que somente levantei, mas que não acordei!), onde a porta estava fechada, e dei com a cara na porta, literalmente, ainda sem acordar, retornei ao quarto e voltei a dormir.... meu pai, que observava tudo de perto (pois já conhecia os meus passeios noturnos) se limitou a rir... e reforçar a fechadura da porta...
No outro dia, quando me contaram do acontecido, não acreditei, mas na mesma hora passei a mão pela testa, e não conseguia me lembrar onde eu tinha arranjado um “galo”, tão dolorido!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Quem me dera

Quem me dera eu ter o mundo em minhas mãos...
Conhecer cada centímetro do mar.
Banhar-me em todas as águas límpidas.
Quem me dera provar todos os sabores!
Um sorriso ou um bombom!
Quem me dera, dormir com as estrelas!
Um sonho ou um quadro de Picasso!
Quem me dera poder morar no alto de uma falésia
Ou poder tocar as nuvens
Ou descobrir o fim do arco íris
Quem me dera girar até a lua
Aquecer-me ao sol de todos os dias
Quem me dera deixar de lado a razão
Quem me dera viver só de emoção!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

11 de setembro

Hoje se comemora o aniversario de um pequeno ser, que na sua inocência exclama aos quatro ventos que enquanto ele estava nascendo, os “pédios” estavam caindo. Ele fazia analogias ao desastre de 11 se setembro.
Certamente ele na sua curta trajetória de vida, não lembra, nem se dá conta, do que realmente acontecia... ou o que realmente aconteceu...
Nem nós, não entendemos, mesmo depois de anos....





Varias vidas foram geradas naquele dia...
Varias foram ceifadas drasticamente, alterando o curso normal da humanidade...

11 de setembro: um dia para ficar na memória!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

UTILIDADE PÚBLICA

Nona sempre aposta na sorte...
Sempre quando sobra um dinheirinho, ou sonha com alguns números, corre e anota num pequeno pedaço de papel (mesmo que esse seja um pedaço de anuncio, uma receita amarelada e esquecida, um rascunho, um caderno velho a muito esquecidos pelos bisnetos em sua casa...), anota correndo os números, talvez antes que eles fujam de sua lembrança, e pede para o primeiro que vai “subi” apostar para ela. Talvez cruze os dedos, talvez logo esqueça, talvez sonhe com outros números... Mas sempre aposta...

Assim como Nona, tem milhares e milhares de pessoas, que tentam o mesmo sonho, o sonho de acordar de mãos abanando e descobrir “um saco de dinheiro” (palavras de Nona) aos seus pés.

Essa semana recebi um e-mail, talvez não seja verídico, mas nos fazem pensar, como podem, ter seres humanos, que podam os sonhos, de senhoras, senhores, jovens, até mesmo criança, de maneira tão, descarada...

Ai vai o e-mail na íntegra:

'MEGA SENA' 'CAIU A CASA'

A GRANDE FARSA É DESCOBERTA! BRASIL: PARAÍSO DA SACANAGEM..... SE VOCÊ FEZAPOSTAS, FOI ENGANADO!!!

A Polícia Federal desconfiou que estivesse havendo algum tipo de fraude na MEGA SENA. Mal começaram as investigações e.... pegaram várias pessoas envolvidas no esquema, entre eles, funcionários, auditores, e muito peixe grande, ligados diretamente ao governo. Era muita gente envolvida no esquema.

Eles fraudavam o peso da bolinha, fazendo sempre dar os números que eles quisessem comojá havia acontecido no jogo 'TOTO BOLA', e botavam 'laranjas' para jogar, em diferentes estados.

Você que achava Estranho a Mega Sena acumular tantas vezes seguidamente e, quando saia o prêmio apenas uma pessoa ganhar e, geralmente, em algum lugar bem distante. Só podia ter algum tipo de fraude mesmo.!!! Disseram que tinha membro da quadrilha com 4 Bilhões em contas de paraísos fiscais, o que menos possuía tinha 8 milhões. Isso é uma sacanagem com o povo, que trabalha demais, muitos até deixam de comer alguma coisa para fazer uma fezinha.

O que muito me admira é que quase não houve divulgação!!!!!! Na TV, só passou uma vez no Jornal da Record, e na BAND. Na certa foram censurados... Com certeza, o governo não quer perder a bocada que ele fatura cada semana com os jogos, e nem quer mais CPI... Espalhem, isso não pode ficar assim não. Vamos nos unir e dar fim a essa grande rede de corrupção que envolve o nosso país. Colabore com a DIVULGAÇÃO e ajude a desmantelar essa corja de corruptos que levam 45% do seu salário em impostos e ainda tem coragem de levar mais... Passe para todos da sua lista de contatos...

O BRASIL precisa saber!!! Dr. Wagner Digenova Ramos - Depto Jurídico PAVESIO ADVOGADOS ASSOCIADOS Rua Marechal Deodoro, 279 - Centro-Suzano, SP, Brasil CEP:08674-070 55 (voice) (fax)

Único jeito de acabarmos com essa patifaria é ninguém jogar mais em nada, aí a CAIXA ECONÔMICA vai ter um puta prejuízo e, talvez só assim fará alguma coisa. E o que que as autoridades vão fazer agora? Esconder como fizeram quando essa notícia vazou???

DIVULGUE... MAS DIVULGUE MESMO, PARA VER SE ACONTECE ALGUMA COISA!!!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

SIMPLESMENTE ELA

Li num livro certa vez
que as pessoas nunca deixam de existir, quando ficam gravadas na alma e no
coração de alguém...
Depois que li essas palavras, me veio uma lembrança
muito querida.
ELA foi uma dessas pessoas...
Parei para pensar, para
escrever, sobre seus momentos...
Muita coisa veio, mas ao mesmo tempo
nada.
Veio um aperto no peito, e uma doce saudade...
Sempre a lembramos
com alegria, e nas nossas lembranças, ELA está com um eterno sorriso, que nos
ilumina a cada dificuldade, a cada pedra, a cada tropeço, a cada alegria, a cada
tristeza, a cada fruto, a cada perca...
ELA
foi simplesmente ELA, que em sua simplicidade, que em sua plenitude, que em sua
divindade, que em sua amabilidade,, nos marcou
eternamente...

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Para se pensar

“- A televisão amigo Daniel, é o Anticristo, e eu digo que bastarão três ou quatro gerações para as pessoas não saberem mais nem peidar por conta própria e para o ser humano voltar à caverna, à barbárie medieval, a estados de imbecilidade que a lesma já superou por volta do Pleistoceno. Este mundo não vai acabar por causa da bomba atômica, como dizem os jornais, vai acabar, sim, de tanta risada, de tanta banalidade, por essa mania de se fazer piada com tudo, e além do mais, piadas ruins.”



Excerto tirado do livro: A sombra e o Vento de Carlos Ruiz Zafón

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Caixa de música

O mundo é uma caixa de música.
-Uma caixa de música?_perguntaria alguns.
- Uma caixa de música sim! _responderia eu.
Uma caixa de música em escala industrial.
Li isso num livro, certa vez, e parei para pensar.
“Uma caixa de música em escala industrial”
Nessa caixa, cada um que escuta a sua melodia, a interpreta de uma maneira diferente.
Essa interpretação diferente é motivo de subterfúgios, para que alguns quererem, tomar o lugar de maestro.
-Maestro? _indigna-se alguns_ Quem seria o maestro dessa grande caixa?
O maestro fica a disposição e a crença de cada um.
Fiquei pensando, nas caixas de musicas tradicionais, há sempre uma bailarina, que rodopia, conforme a melodia, na caixa de musica, chamada mundo, também temos que rodopiar conforme a musica. Porque se não, estaremos fora, da melodia, fora do seu ritmo.

Nessa época de eleições, há muito em que se pensar, sobre “a caixa de musica em escala industrial”, pois muitos vão querer ser o maestro, e todos terão que rodopiar a sua melodia.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Caixa

Caixa.
Todo fim de dia a caixa se fecha.
Às vezes durante a noite, a caixa, tem que se abrir, não se abre por completo, pois ela estava fechadinha e escondidinha na penumbra.
Ela se abre de um susto, e demora muito para voltar a se lacrar.
Às vezes, a caixa se deixa abrir e se aconchegar por coisas de preços proibitivos, mas logo se fecha, não sem deixar de ruir e fazer barulhos nas suas dobradiças.
Às vezes a caixa, se abre por completo.
E deixa um pedacinho de tudo, entrar nela.
Um pedacinho de arco íris.
Um pedacinho de céu.
Um pedacinho de felicidade.
Um pedacinho do entardecer.
Um pedacinho de tristeza.
Tristeza, agonia, dor, sim, pois a caixa, não pode deixar de ser altruísta, passando pelo mundo sem se aperceber de nada.
A caixa não pode ser imune às maledicências do mundo.
A caixa, às vezes se enche de falatórios, divagações, filosofias vãs, etc.
Daí ela se fecha, se fecha por completo, para depois se deixar renascer das cinzas, como a conhecida Fênix.

Minha caixa pessoal é sempre uma caixa feita de curiosidade.
Minha caixa, meus olhos.
Meus olhos, minha caixa.

domingo, 31 de agosto de 2008

Domingo

Hoje é domingo, dia para sonhar... cantar, conversar, passear, descansar, ficar triste, ou ficar alegre... pensar numa data para o inicio de um próximo regime, assistir TV...
Um dia sossegado, um dia “morto” diria alguns.
Um dia para acordar tarde, ou acordar bem cedo.
A Nona sempre acorda cedo, eu quase sempre acordo tarde, bem tarde...
Hoje acordei cedo,
Acordei cedo para cuidar da “minha cultura” pessoal...
“Minha cultura pessoal” ela foi, nessa noite a minha vilã.
Acordei cedo para terminar uma leitura. Uma boa leitura.
E fiquei pensando, quanta coisa não encontramos em bons livros, no emaranhados de palavras, que para alguns não podem fazer sentido nenhum, mas que para outros os transportam para um mundo imaginário, sofrido, dolorido, mágico, alegre, encantador, apaixonante...
Mas quase sempre um mundo de aventuras e conhecimentos.
Quero me tornar uma legitima “sacudidora de palavras”*
Quero mais domingos sossegados...
Quero mais tempo...
Quero mais boas leituras...
*Livro: A menina que roubava livros

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Sós

Ande pela rua e encontre pessoas que já passaram por muitas coisas nesse mundo, já tiveram muitos amigos, família grande, aspirações e esperanças e agora são sós.
Sós com suas pálpebras cansadas.
Sós com suas mãos enrugadas.
Sós com os olhos mareados a todo o tempo.
Sós com a voz fraca, do qual já não entendemos algumas palavras.
Sós com suas lembranças.
Sós com suas saudades.

Eu sempre me indigno com isso, por ainda no século XXI, encontramos filhos que não obedecem à ordem natural das coisas e abandonam seus entes mais queridos.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

...

  • Houve um estampido.
    Passos apressados.
    Um grito.
    Um olhar incrédulo.
    Uma lágrima que se cristalizou.
    Um
    olhar no vazio.
    Houve vida.
    Agora o nada
    .

quando éramos criança

Quando éramos crianças podíamos, sonhar sem censuras e com total liberdade.
Não tínhamos frustrações, afinal nem sabíamos o que era isso, ouvíamos apenas nas conversas de adultos, era mais umas daquelas palavras, que ouvíamos não entendiam, e deixamos para lá.
Estudar na época era uma boa, pois ainda acreditávamos que com estudos íamos ser alguém na vida.
Líamos à coleção Vaga-Lume, e achávamos as historias incrível.
Nossos heróis, eram heróis saudáveis.
Era assim, as brincadeiras eram feitas na rua: pega-pega, andar de bicicleta, passeio no campo, esconde-esconde, etc.
Havia brigas, e muitas, mas no final tudo acabava em harmonia.


Hoje quase não sonhamos e quando sonhamos, somos despertados pelos sons de sirenes, despertadores, gritos, etc.
Frustrações fazem parte do nosso dia a dia.
Vimos que temos que estudar sempre e que nunca a riqueza chega através dele.
Hoje mal pegamos um livro, ou lemos o horóscopo.
Nossos heróis são heróis instantâneos ou morrem de overdose.
Não brincamos mais, e se aborrecemos com brincadeiras dos outros.
Há brigas, que muitas vezes se tornam eternas.

Quando éramos crianças, a vida era colorida, hoje enxergamos apenas o preto e raramente o branco.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Às vezes

  • Às vezes, temos medos de encarar o desconhecido, temos medo de tentar galgar os passos de uma escada da qual não sabemos onde vai dar.
    Mas às vezes, encaramos e damos “a cara a bater”, e descobrimos que o desconhecido não é tão assustador, e com isso crescemos e amadurecemos.

domingo, 17 de agosto de 2008

Lágrimas

A lágrima ou fluido lacrimal é um líquido composto de água, sais minerais, proteínas e gordura, produzido pelas glândulas lacrimais (do sistema lacrimal) nas pálpebras superiores do olho humano para lubrificar e limpar o olho. É produzido em grande quantidade quando alguém chora.

http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A1grima

Lágrima em momentos de olimpíadas é fácil.
Eu choro sim, lendo um livro, assistindo TV, escutando uma musica bonita, choro até em comerciais, no filme do Bambi, etc. falou em chorar é comigo mesmo.
Choro quando, o hino Nacional é executado, choro quando tem um brasileiro campeão, independente da falta de políticas governamentais que não apóiam os nossos atletas, e de torcedores que tiram o mérito de cada um, através do sarcasmo.
Choro quando a tv apela, pondo os familiares, (o que já virou rotina), dos atletas em rede nacional, para dizer o orgulho que sentem por eles.
Corei quando César Cielo ganhou uma medalha.
Porque como sabemos, um brasileiro campeão é CAMPEÃO, com todas as letras maiúsculas, pois agora, governantes, brasileiros, imprensa, etc. saúdam com todas as honras, até parecem que se esquece, que o mérito de uma medalha de ouro, é inteiramente do atleta e não de um país, como o próprio pai dele, deixou claro.
Patriotismo essas horas é fácil. Parabéns ao Cielo, aos seus familiares, aos treinadores americanos, e ao Brasil têm muito que aprender. Não podemos ficar só no patriotismo, em momentos de glória, pois como dizia aquela frase famosa de Samuel Johnson: “o patriotismo é o ultimo refugio dos canalhas”,

Memórias de Nona

Nona lembra do seu passado, de quando era jovem, não tinha tv na sua casa, (deve ser por isso, que hoje ela assiste bastante), só radio, mas o radio naquela época era proibido. Nona diz que era proibido, por causa das “revoluções” que aconteciam no mundo.
Nona era de uma família com muitos irmãos e irmãs, e ela era uma das mais novas, quando, suas irmãs começaram a freqüentar bailes e arranjar namorados, ela tinha que acompanha-las, porque elas não podiam sair sozinhas com os namorados.
Ela conta que nas matines onde freqüentava nunca ficou no banco fazendo crochê.
-Nona, o que é isso? Fazendo crochê?_perguntei a ela.
Ela deu risada e respondeu:
- Ai! Como não sabe? Fazendo crochê, é o mesmo que encalhada, naquela época.
Foi ai que, ela aprendeu a dançar, e não fazia buraco no chão, sabia dançar, afirma ela.
- O que é fazer buraco no chão? _voltei a perguntar.
-É quem não sabia dançar direito, daí não usava todo o salão e ficava fazendo buraco! Isso na época até virou uma musica! (gírias de Nona).
Nona afirma categoricamente que teve muitos namorados, mas não lembra de todos.
Como um italiano de nome Guido, que se apaixonou por ela, “ele era um rapaz belo, cento por cento, a mãe também era muito, boa, chegou até a fazer uma novena para mim se casar com ele”. Esse italiano era ilegal no Brasil, e pediu um tempo para Nona, para que depois que acabassem as revoluções, ele arrumaria os papeis e eles iriam se casar. Mas Nona, como sempre teimosa, não aceitou e com raiva tratou logo de arranjar outros pretendentes.
Durante esse tempo, esse moço foi para a casa de alguns parentes, e em Santa Catarina, abriu uma cervejaria, quando acabaram as revoluções.
Muito tempo depois, Nona volta a encontrar ele, quando ela já estava viúva, com duas filhas e ele não tinha se casado ainda, voltaram a conversar sobre casamento, ele prometeu a ela que se casaria com ela. Mas Nona, tinha medo, por ele ser um empresário,ainda solteiro, casar com uma viúva com duas filhas, não ia dar certo. Ele disse, que mandaria as meninas para uma colégio interno, e depois de um ano, traria elas para a casa e não estaria nem ai, com os comentários.
Mas Nona, achou por bem, continuar sozinha.

Nona continua contando dos seus namorados, mas afirma, que não é “isso” que é agora, eles iam juntos para as matines, se viam apenas aos domingos, mandavam cartas, etc. E que todos era de famílias boas, que quando tinha 15 anos, já tinha dois pretendentes para casar, com 17 três, e com 19 enfim se casou.
E tem muito mais historias de namorados da Nona, vou contar em doses homeopáticas.

Mas Nona se lembra, daquele que foi o fundador da família Terribile, e com lagrimas nos olhos, diz que escolheu o melhor de todos, que Deus o fez e jogou a forma fora. Nona enxuga uma lagrima solitária que rolou sobre o seu rosto, e dá um longo suspiro, ao se lembrar que ele morreu apenas aos 24 anos de idade, e que como tudo seria diferente se ele não tivesse partido.

sábado, 16 de agosto de 2008

NONA

Nona hoje relembra alguns fatos de seu passado.
Como na vez em que ouve a Segunda Guerra Mundial.
Nona era ainda uma menina jovem, criança.
Nona não lembra exatamente o que aconteceu.
Nona, conta, que certa vez as vacas começaram a sumir, e soldados “estranhos” começaram a aparecer nas terras de seus pais.
Nona conta, que seus irmãos se esconderam na mata, para não serem obrigados a servir, no quartel, e o seu pai, Nona diz que não lembra, mas também acha que ele se escondeu.
Nona diz, que ficava com medo, pois os soldados escolhiam as jovens mais bonitas e levava junto vida afora.
Nona diz que não foi escolhida, pois ela não era muito bonita.
Nona não se dá conta, da sua beleza interior, depois de tantos anos de vida, vividos e almejados por muitos.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

À DESCOBERTA DO AMOR

Ensaia um sorriso e oferece-o a quem não teve nenhum.
Agarra um raio de sol e desprende-o onde houver noite.
Descobre uma nascente e nela limpa quem vive na lama.
Toma uma lágrima e pousa-a em quem nunca chorou.
Ganha coragem e dá-a a quem não sabe lutar.
Inventa a vida e conta-a a quem nada compreende.
Enche-te de esperança e vive á sua luz.
Enriquece-te de bondade e oferece-a a quem não sabe dar.
Vive com amor e fá-lo conhecer ao Mundo.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

coisas






Ás vezes fazemos coisas estranhas...


ás vezes o mundo é estranho...


e porque as vezes não se tornamos estranhos... só um pouquinho...para ficar na lembrança...


festa caipira!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

desde sempre



desde sempre, vemos miséria
desde sempre, vemos gente agredindo gente
desde sempre, vemos gente matando gente
desde sempre, vemos crianças morrendo de desnutrição
desde sempre, vemos trabalho, prostituição infantil
desde sempre, vemos as mazelas da sociedade,
desde sempre, vemos e damos esmolas
desde sempre, vemos pessoas vivendo de migalhas
desde sempre, vemos pessoas sem ter o que vestir no frio...
desde sempre, vemos sem tetos, sem almas, sem coração.
desde sempre, vemos, vemos e vemos
desde sempre, cruzamos os braços
desde sempre, se acostumamos
desde sempre, consideramos banal
desde sempre, pedimos misericórdia a eles.
Desde sempre, apenas pedimos e não agimos.

domingo, 10 de agosto de 2008

PAI


Meu pai é esse que quase sempre é incompreendido por todos!
Meu pai é esse que nunca foi a uma reunião escolar, mas me incentivava sutilmente e por isso, estou onde estou!
Meu pai é esse, que errou, que erra, mas sempre acerta!
Meu pai é esse, que adora cantores sertanejos desconhecidos!
Meu pai é esse, que se emociona, com tudo!
Meu pai é esse, que corre pela casa toda, atrás da gente, para por um gelo, ou dar abraços apertados, quando acaba de sair da ginástica!
Meu pai é esse, que brinca de luta, mesmo quando seu corpo, já não é tão ágil!
Meu pai é esse, que acorda de madrugada, para tomar chimarrão e pensar na vida!
Meu pai é esse, que se irrita por pouco, mas chora por nada!
Meu pai é esse, que inspira força!
Meu pai é esse, que sempre me acordava com “apelidos” se não estranhos, mas sempre engraçados!
Meu pai é esse, que poucas vezes disse sim, e muitas vezes disse não!
Meu pai é esse, que mesmo agora, nunca deixou de me cobrar à presença na missa!
Meu pai é esse, que ensinou palavras de um dicionário mudo, onde as palavras, quase sempre eram transmitidas através de olhares!
Meu pai é esse, que sempre dividia tudo em partes iguais!
Meu pai é esse, que sempre terá uma filha que sente um amor incondicional pela sua pessoa!

Enfim meu pai é esse:
Que ama!
Que é amado!
Que é forte!
Que é fraco!
Que sofre!
Que ri!
Que esbraveja!
Que erra!
Que chora!
Que reza!
Que é justo!
Que já foi injusto!
Que é pai!

Pai, simplesmente PAI!
Nem mesmo, na maior das modernidades nunca me esquecerei do carinho e da necessidade de te pedir: PAI À SUA BENÇÃO.
Parabéns pelo seu dia!

sábado, 9 de agosto de 2008

Sábado

Faz uns três meses, que começou.
Ensaio toda semana, cobrança toda semana, prepara roupa, prepara coreografia, prepara o espaço, prepara tudo e vamos lá.
Ultima semana: ensaio, ensaio, ensaio, ops! Chuva quase a semana inteira, não vale! O São Pedro ajuda aí vai! Ta certo que a festa de junina, foi para julina e virou agostina, mas colabora!
Enfim a festa começou, não pode ser na quadra, foi no saguão, um dos únicos locais cobertos da escola, chama uma turma, vai apresenta, pede licença para os pais afobados em ter uma recordação da grande festa, chama outra turma... - Ei! Colabora no espaço, pessoal, assim não dá! Tá, não colaboraram muito, mas no fim funcionou!
-Cadê o noivo, da quadrilha! Anuncia lá no microfone!
E depois dizem que as noivas é que se atrasam!
E na hora de uma das danças: -Moço do som! Pode soltar a musica!
Na hora da musica começar, um dos participantes, não consegui mais controlar suas necessidades fisiológicas, e... – Moço do som! Para a musica, por favor!
Alguns minutos depois, e vários rolos de papel higiênico, a dança recomeçou.
Só alunos, se apresentado, assim não! Inventou-se esse ano, a quadrilha dos funcionários!
Pêra lá, só tem mulher! O jeito foi improvisar, e improvisar foi o lema da nossa quadrilha! Improvisamos os pares, (eu fui de homem, e, diga-se de passagem, o que mais chamou atenção), improvisamos na hora da dança! Passamos vergonha, pois nem na hora do túnel, acertamos também quem foi inventar túnel! Improvisamos em tudo!
Menos na alegria, demos boas risadas, e risadas verdadeiras, pois estávamos precisando desabafar, depois de um semestre inteiro de labuta!
Enfim acabou meninas, e ao meu ver estamos de Parabéns!

SEMANA

Essa foi uma semana de macaca, pulando de galho em galho!
E no final da semana, olha só, até fui homem por umas poucas horas... ainda bem que a semana chegou ao fim!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Massacre da Serra Elétrica

Estava eu num hospital, quando chegou um casal, o homem estava ferido, nada de mais para um hospital.
Até a hora do homem, ir com o medico para a sala de curativos. A esposa do homem sentou na sala de recepção, e ficou aguardando o marido.
Quando de repente a mulher levantou com um sobressalto e saiu correndo em direção a sala de curativos.
Até então, ninguém tinha notado que a mulher segurava uma sacolinha de plástico na mão. E para o espanto de todos, o dedo do homem, se encontrava dentro da sacolinha no meio do gelo.
O homem tinha cortado a metade do dedo, numa serra elétrica quando estava cortando a carne. A esposa dedicada, pegou o pedaço do seu dedo, lavou para sair o sangue da carne e colocou na sacola de supermercado para o bom marido.
Ela ainda discutiu com o medico, quando o medico descartou o dedo tão bem cuidado do marido.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Vestido de Noiva


Com a filha de João, Antonio ia se casar, mas Pedro fugiu com a noiva, na hora de ir pro altar...



Com a filha de João, Antonio ia se casar, mas Pedro fugiu com a noiva, na hora de ir pro altar...




Mas o vestido da noiva ficou...


Ateliê: Escola Arminda
Esse vestido foi confeccionado na hora do almoço, pelas professoras, ao meu pedido, (porque eu não faço nada sozinha).

Materiais:
- TNT, branco.
- Pedaços de decoração natalina.
- Papel de presente.
A costura foi a de mais alta qualidade, “cola quente”Estilistas: Tathi, Adri, Maria Helena, Karin, Ana Paula, ...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Susto

Hoje levei um susto, susto grande!

Susto: é uma ação biológica que ocorre quando uma pessoa vê algo inesperado. É uma reação do corpo humano contra possíveis ameaças, que resulta no lançamento do hormônio adrenalina na corrente sanguínea.*

Uma vez quis pregar um susto no Ico, olhei pela janela do apartamento e vi o carro dele estacionado. Corri e me escondi atrás de umas das portas do “grande” pequeno corredor, e esperei, esperei e esperei mais um pouco... resolvi esperar mais... e nada... fui pé ante pé, para a janela, olhei de canto, procurando não aparecer muito... quando quase cai para trás, o carro, que eu achava que era dele, não tinha nada a ver...
Fiquei me sentindo uma boba, de ficar plantada com cara de paisagem atrás de uma porta. Resultado: nunca mais tentei assustar ninguém!

*http://pt.wikipedia.org/wiki/Susto

Cai chuvinha...

Cai chuvinha nesse chão! Cai chuvinha nesse chão! Cai chuvinha vai molhando a plantação!
Uma gotinha, duas gotinhas, três gotinhas...

Ops! Chuvinha sim, pedra NÃO!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Senhoras


Hoje postei algo sobre a Nona, eu particularmente, adoro senhoras, nonas, e "seres" semelhantes...

Falando neles...


Hoje escutei um “causo” sensacional.
Duas senhoras na recepção de um consultório, conversando, uma dizia para a outra:
- Você vê, quanta gente morrendo né? _a senhora falava com um certo tom de indignação na voz.
E olha só o que a outra responde:
- Pois é, gente que nunca morreu, ta morrendo agora!
E a outra ainda concordou...


Parecia até piada... mas não era, elas estavam falando sério!

4. Nona


Nona tem a mania de acordar cedo, bem cedo.

Mesmo depois de mais de oito décadas de brilhantismo, ela ainda acorda cedo.

Nona hoje, acordou tarde, bem tarde.

Ficamos assustados, corremos e gritamos.

Nona fala: Parem de ser bobos! Tá tudo bem!

Ainda bem né Nona!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

amigas da facul...

Eu e as minhas amigas de faculdade.
Hoje me bateu a saudade das nossas idas e vindas de lotação. Quanta coisa acontecia...
Tinha historias de maridos e de namorados, onde cada uma contava suas alegrias e frustrações, e recebia conselhos nem sempre úteis por parte dos outros.
Mudávamos e inventávamos finais para historias conhecidas e desconhecidas.
Discutíamos o final de cada novela e filme.
Discutíamos a vida dos artistas e cantores.
Chorávamos as notas baixas e os exames no fim de ano.
Aplaudíamos a cada nova gravidez, e ainda dávamos palpites nos nomes a serem dados.
Fazíamos trabalhos, estudávamos para provas, pagávamos contas nos bancos duros, e no meio de solavancos.
Contávamos historias, onde por vezes tínhamos até ouvintes desconhecidos.
Corríamos juntas e gritávamos juntas para os motoristas parar, quando alguma de nós perdia a lotação.
Uma arranjava para a outra emprego, um almoço, um trabalho pronto, um colchão para dormir de noite, um sapato ou roupa emprestada, um dinheiro.
Eu e as minhas amigas de faculdade: saudades....

certa vez

  • Certa vez conheci um senhor.
  • Lutava incondicionalmente pela vida, e tinha uma alegria inexplicável em seus olhos.
  • Dava uma lição de vida em cada palavra que profetizava.
  • Essa semana, ele viajou para um mundo desconhecido, ou conhecido na mente e na alma de quem fica.
  • Suas profecias ficam na nossa memória.
  • Convivi com ele, por umas poucas horas, e espero que o que ele “profetizou” para mim se realize!
  • “As pessoas boas não morrem, ficam encantadas”, disse Guimarães Rosa.

professora


Na semana voltei ao ritmo, estudo, alunos, ensino. Cheguei a uma conclusão, sobre a profissão mais nobre, no meu ponto de vista: SER PROFESSORA.
Para ser professora você tem que se fantasiar de antropóloga, atriz, dançarina, cineasta, política, socióloga, pais, cientistas, ditadores, diplomáticos, psicóloga, médicas, madrinha ou bruxa de conto de fadas...
Juro gente, a semana ainda nem acabou e eu já me fantasiei de tudo isso!

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